terça-feira, 29 de dezembro de 2009

37, há 37 anos atrás nasci para o Mundo. Desde a magia dos aniversários da minha infância em que as prendas e o ficar mais velha eram o mais importante, que não me lembro de ter tido um dia de anos feliz, cheio de alegria. Talvez que por ser um dia importante para mim esperasse que as pessoas que me eram queridas o interpretassem e o sentissem de igual modo, talvez por esperar delas aquilo que sempre dei, ou talvez apenas por ser existente demais, não sei....
Sei que este ano, embora diferente, não é excepção. Diferente porque já não espero nada das pessoas que inutilmente esperei a vida toda, diferente também porque o que me falta não é carinho nem atenção, diferente porque pela primeira vez me falta parte de mim, diferente porque não tenho vontade de o celebrar, mas igual na falta de felicidade e de alegria, talvez por estar mais vulnerável, por não ter a meu lado uma parte de mim, por numa altura em que queria estar perto estou longe, por saber que não vou receber aquele abraço e aquele beijo que anseio há quase dois meses, estou mais sensível...
E mais uma vez me vejo a pensar que pode ser que para o próximo ano finalmente volte a sentir a alegria e a felicidade que me relembrem os mágicos aniversários de infância.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Δημήτηρ

Δημήτηρ do Grego Deméter ou Demetra quer dizer Deusa Mãe

Quando Hades raptou Perséfone (sua filha) e a levou para seu reino subterrâneo, Deméter ficou desesperada, saiu como louca Terra afora sem comer e nem descansar. Decidiu não voltar para o Olimpo enquanto sua filha não lhe fosse devolvida e proferiu estas palavras:
"Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozará de meus favores!"

Fazendo uma analogia entre o solo e as pessoas, também eu sinto essa ingratidão pois precisamente quem eu tornei fértil, a quem me dei sem pedir em troca, quem eu ajudei a crescer, quem levantei inúmeras vezes do chão, hoje arranca dos meus braços o meu filho.
Sinto-me, tal como Δημήτηρ, desesperada, também eu tenho vontade de sair como louca terra afora, tenho uma dor insuportável dentro do meu peito que me tira a vontade de tudo. Previa que seria muito doloroso, mas nem nos meus mais obscuros pesadelos senti tamanha dor e angustia. O tempo não ajuda, pelo contrário, aprofunda, corrói, retorce.
Não sei o que fazer mais, a espera é angustiantemente insuportável, afasto do meu consciente as lembranças, os locais, os projectos pois não consigo gerir os sentimentos que provocam.
Só me resta deixar correr o rio salgado que brota do alambique onde são destiladas a dor, o sofrimento, a falta, a distância...
Diariamente oiço as várias vozes que ocupam um lugar muito especial dentro do meu peito dizerem-me que no fim espera-me um HAPPY END, quero acreditar nelas, são elas que me mantêm de pé, que mantêm a minha sanidade mental no limite do aceitável. Agradeço todos os dias essas vozes existirem e cada uma delas pertencer a uma pessoa linda, que dão sem querer troca, que se privam sem se sentirem obrigadas, que me amam de diversas maneiras, que são socias da minha dor dividindo-a comigo e tentando ameniza-la. São uma familia muito maior do que alguma vez supus existir, não em numero mas em grandeza de sentimentos e valores.
Juntos conseguiremos o que eu sozinha não sou capaz e ficarvos-ei grata para todo o sempre, para vocês que sabem quem são o meu sincero obrigada...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Carta ao Menino Jesus

Desculpa lá ó Pai Natal, mas como os aninhos já são alguns e como boa descendente de Alentejanos que sou, eu escrevo antes ao Menino Jesus, pois quando ainda acreditava no Natal como algo de belo e puro, o Pai Natal não existia no meu ingénuo imaginário de criança.
Assim sendo, cá vai...

Querido Menino Jesus,
Este ano não tenho a mínima vontade de fazer árvore, enfeitar a casa ou montar o presépio, desculpa mas o espírito natalício ainda não me inundou, e se vier a inundar será praticamente na véspera da comemoração do teu nascimento.
Não te venho pedir prendas pois acho que as recebi durante todo o ano, está a fazer um ano que me deste a melhor prenda, a que eu procurava acho que desde que me lembro de ser gente, a minha aceitação, o sentir-me pela primeira vez bem comigo própria. Durante o decorrer deste ano deste-me uma mão cheia de verdadeiros amigos, uma Família onde me sinto bem, me sinto aceite e em Paz.
Deste-me um Irmão e uma Irmã, daqueles IRMÃOS VERDADEIROS, daqueles que aceitam independentemente de concordarem, que em vez de julgarem aconselham, que em vez de acenarem com a cabeça e condenarem com o coração fazem o contrário, dão-me na cabeça e têm-me no coração. Deste-me esta família linda, onde me sinto integrada, onde venho buscar apoio quando não tenho forças para me suster em pé sozinha, onde partilho as minhas alegrias e vitórias, onde divido os meus medos e receios, em suma, uma VERDADEIRA FAMÍLIA constituída por grandes amigos, alguns ainda virtuais mas que espero que o deixem de ser rapidamente.
Deste-me também o meu auto-conhecimento, ajudaste-me a reforçar os meus princípios, colocaste os caminhos que tinha que percorrer bem diante dos meus pés, pegaste-me na mão e percorreste-os comigo, trazendo-me onde estou Hoje, de bem comigo, de bem com os outros, a conhecer-me mais um bocadinho, mas principalmente a valorizar-me.
Por ultimo, mas não menos importante, deste-me uma companheira, não mais uma mas sim AQUELA, aquela pessoa com quem quero partilhar a minha vida, com quem quero percorrer todos os novos caminhos que tens guardados para mim, com quem quero envelhecer e nos braços de quem quero acabar os meus dias.
Como vês, deste-me muito durante todo o ano, para terminar o ano em beleza, para que o recorde como o melhor ano da minha vida só falta uma prenda, e mesmo essa terá que me ser dada um dia mais cedo, peço-te que me devolvas o meu TESOURO dia 23 de Dezembro e ai volto a ser a criança ingénua que acredita na verdadeira magia do Natal...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009



Ao ler um blog de que sou assídua, li algo sobre fechar ciclos e dei por mim a pensar que há maneiras e maneiras de o fazer, já experimentei algumas.
Já fiquei lá, no exacto momento em que as coisas aconteceram, dei voltas e voltas à cabeça a tentar achar uma solução para voltar atrás, para reverter os acontecimentos que não tinham como desaparecer e inevitavelmente sai derrotada dessa luta.
Já tentei esquecer, fingir que não aconteceu, e a vida fez questão de me mostrar que tudo acontece com um propósito, que aquilo que não quis viver na altura, fosse com medo de sofrer ou com medo de olhar para dentro de mim e ver o que estava mal ou que eu não queria "digerir", aconteceu por uma razão e mais tarde tive que aprender a lidar com a situação, normalmente de uma maneira bem mais penosa pois deixei passar o "timing".
Também já vivi de recordações, recusando-me a deixar um "amor" partir, alimentando-me dos bons momentos, enaltecendo-os e guardando dentro de uma caixa bem fechada os episódios que me magoaram, transformando uma pessoa com defeitos e qualidades num protagonista de contos de fadas, também ai sai derrotada pois, quando vi que estava parada no tempo, quando quis caminhar e os meus pés se recusavam a obedecer, tive que gerir a situação, tive que abrir a caixa e sofrer com o que não me tinha permitido ver, ou que tinha visto e quis não ver.
Também eu já tentei compreender os motivos por que determinada pessoa agiu de uma maneira totalmente diferente da que eu estava à espera, tentei perceber porque foram mal julgados os meus actos, porque lhes atribuem valores que não são nem nunca foram os meus, tentei acreditar que quem me conhece sabe quais as razões que me movem e que tentariam colocar-se no meu lugar e entender os meus motivos, tal como eu faço com os outros. Cheguei à conclusão que assim não é, fiquei à espera de ser compreendida, do reconhecimento de quanto me dei, do que me privei, as vezes que relevei situações, que reconhecessem o meu esforço, que entendessem o meu amor, e mais uma vez fiquei parada e apenas serviu para me ferir e magoar.

Hoje vivo o presente, tento resolver as questões agora, paro muitas vezes para "digerir" os acontecimentos e não deixo acumular muito pó debaixo do meu tapete emocional. Mostro as minhas emoções sem medos ou receios, se são entendidas tanto melhor pois há sempre volta a dar quando as duas partes estão empenhadas em que uma relação (seja de que natureza for) floresça e dê frutos, se vejo que só eu me empenho, recuso-me a remar contra a maré, corto, limpo a sujidade e sigo em frente, sem magoas nem rancores, a vida tratará de dar as lições devidas a quem de direito, tal como as dá a mim. Trato-me, lambo feridas, curo-me e sigo em frente ciente de que não foram as minhas acções que provocaram o afastamento e que dei tudo de mim para que as situações se resolvessem.
Não quero com isto dizer que encontrei a formula mágica, que não vou voltar a cair nos mesmos erros ou que vou deixar de me magoar com as atitudes dos outros, mas neste momento encaro as coisas assim:
Fecho o ciclo, não por orgulho ou incapacidade, mas sim porque as pessoas ou as situações já não se encaixam na minha vida, recuso-me a parar, a estagnar pois a minha vida é só minha e só a mim me cabe vive-la, e escolhi para a viver a constante aprendizagem e crescimento, assim sendo, não carrego atrás de mim rancores, ódios ou incompreensões, Fecho ciclos e aprendo com eles, só isso...

"Eu nada espero dos outros, logo suas acções não se podem opor aos meus desejos "
(Swami Sri Yukteswar)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Acabei de ler este texto e identifiquei-me tanto que resolvi coloca-lo aqui para que nunca me esqueça dele:

"Aquilo que existe em mim e faz parte de mim pode ser transformado... se eu quiser...

Aquilo que é do outro, só pode ser transformado por ele, e será compreendido e aceite por
mim... dentro dos meus limites... se existir respeito...
Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz... se houver liberdade...
Não posso afirmar: "Aquilo que o outro fez ou disse feriu-me..." Eu é que me feri com AQUILO
que ele fez ou disse... tenho opções.
Eu sou dona das minhas emoções sensações e sentimentos, também das minhas atitudes, pensamentos e palavras!
Que maravilha...
Não é coerente dizer que fiz algo para alguém... só porque alguém fez isso comigo primeiro...
Se eu agisse assim... eu seria apenas resposta e eco... sem vida...
É mais valioso optar por agir em vez de apenas reagir...
É mais sensato perceber que sou dono das minhas acções... e se faço algo... sou o responsável
por isso...
tenho escolhas...
Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos e recuso-me a segurar as rédeas do destino do outro...
é meu direito...
Busco o AMOR na sua mais bela expressão... e por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro...
Amém...
Quero amar com liberdade!
Quero amar com plenitude!
Quero amar antes de tudo...
porque é bom...
AMAR com
RESPEITO e
LIBERDADE !"
(Kali Mascarenhas)

Sem duvida que apenas eu posso mudar-me, e só a mim posso mudar, o espaço que eu permito que as atitudes dos outros ocupem na minha cabeça só a mim o devo, tenho sempre várias opções, posso aceitar o outro como é, com defeitos e qualidades como qualquer outra pessoa, posso dizer o que senti com tal atitude, mas também posso simplesmente afastar-me se essa atitude foi baseada em falta de carácter, desonestidade, deslealdade ou mentira.
Já me anulei algumas vezes para ter ao pé de mim pessoas que eu achava que me faziam falta, hoje percebo que apenas permiti que essas pessoas agissem de tal maneira que eu me sentisse impelida a afastar-me definitivamente por estar profundamente magoada. Também sei que a minha baixa auto-estima na altura permitiu que eu me anulasse.
Hoje não o faço por ninguém, tal como diz o texto, procuro amores na sua mais bela expressão, amores que respeitam, que aceitam, que não calam e onde há liberdade para se dizer o que se sente sem ferir ou magoar. Assim são as minha relações, não me escondo, não me anulo, mostro-me tal e qual como sou, se as pessoas continuam ao pé de mim, se continuam a partilhar-se e a partilhar-me é porque quem sou é importante para elas, se não é podem afastar-se pois não me fazem falta. Cheguei a um patamar na minha vida que apenas me quero rodear de quem me faz sentido, de quem sei com o que conto, de quem é belo por dentro, de quem é cristalino e autêntico, não perco tempo com pessoas "pequeninas" que se mascaram no intuito de obterem mais valias, pessoas mesquinhas, sem carácter, sem valores, sem escrúpulos.
Felizmente que não sou a única a procurar estes valores tão raros nos dias que correm, já cheguei a pensar que era impossível encontrar alguém que me compreendesse e me aceitasse, hoje tenho poucos mas bons amigos, tenho a meu lado uma pessoa que admiro e respeito e quero acreditar que os meus valores vão transparecer, sem aparentarem soberba ou egocentrismo, numa situação que se avizinha e que finalmente vou poder descansar e ser feliz na máxima plenitude.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pela primeira vez, desde há algum tempo que não consigo, ou não quero conseguir, perceber o que sinto. Dou por mim a criar ruído à minha volta para não ter que pensar. Luto para não entrar dentro de mim, para não sentir a solidão da minha dor, para não ver a minha impotência, para não aceitar que o destino do meu bem estar e da minha felicidade está entregue a terceiros e que nada mais me resta do que esperar, entregar, sofrer calada e sufocar o uivo de angustia que teima em sair da minha garganta. Engulo as lágrimas, esboço sorrisos, mascaro palavras, fujo do tornado de pensamentos e de possíveis realidades futuras que assolam o meu pensamento e ferem o meu coração. Quero crer que tudo isto tem um sentido, que estou a ser posta à prova, que no final está à minha espera um pote de ouro, mas se assim é, porque não acredito nas palavras de esperança que oiço diariamente? Porque não me tranquilizam os abraços de quem luta a meu lado? Porque vivo em sobressalto e um simples SMS faz disparar o meu coração com medo do que lá estará escrito?
Onde anda o meu optimismo que sempre me permitiu olhar para os caminhos tortuosos e ver lá uma flor ou um aroma que me mostrava que em tudo se pode ver o belo, basta ter os olhos abertos e a alma desperta para o ver?
Tudo o que sou, ou que pensava ser, está a ser posto à prova, e tenho medo de não ter forças para ser tudo ao mesmo tempo, sinto o chão degradar-se debaixo dos meus pés, atiro cordas para todos os pontos de apoio que vejo, mas serão estes suficientes para me segurarem?
Sinto um medo solitário e pessimista, sinto-me ao contrário do que sou ou que achava que era...
Mas uma coisa eu sei, nenhuma dor será tão insuportável ao ponto de me fazer desistir...

domingo, 22 de novembro de 2009

"Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio... (...)"
(Oswaldo Montenegro)

Ao ler estes versos do poema de Oswaldo Nascimento vi em tão poucas linhas a definição perfeita de como me sinto neste momento.
Luto comigo mesma para que o medo não me paralise, não cale o meu cérebro pois o que anseio depende muito da maneira como eu conduzir as coisas, não posso dar-me ao luxo de me entregar por um minuto que seja aos meus medos, quando eles chegam em silencio trato logo dos afastar, neste momento não estou em condições de os aceitar e muito menos de viver com eles.
Por outro lado perdi o que para mim era, bem ou mal, um porto seguro, aquele que conheci desde sempre e obrigo-me a não ver o mundo baseado nessa perda, recuso-me a tomar a falsidade como bitola a aplicar a quem se cruze no meu caminho, mas em silencio são ideias que me passam pela cabeça (...)Porque metade de mim é o que grito, mas a outra metade é silencio... (...).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009



Espera...
Uma espera que me corroí por dentro quando a encaro emocionalmente e que me dá esperanças quando a encaro racionalmente.
Espera auto-infligida como alguém me disse à uns dias, sim eu podia deixar de esperar mas até que ponto iria ser benéfico a longo prazo? Até que ponto uma atitude irreflectida poderia deitar tudo a perder?
Uma coisa eu sei, fiz o melhor que podia e que sabia, hoje mais que nunca me revolta terem posto a minha dedicação como mãe em causa para proveito próprio, para justificarem atitudes injustificáveis, como não gosto usar a palavra "nunca" pois os caminhos da vida às vezes pregam-nos peripécias vou colocar assim: Pela primeira vez sinto que dificilmente conseguirei perdoar ou esquecer tais actos, foram uma marca feita a ferro em brasa no meu coração.
Só quem não sabe o que é amar, só quem não sabe o que é o amor que uma mãe sente por um filho e que um filho sente por uma mãe se arrisca a pô-lo em causa de uma maneira tão grotesca e tão vil.
Quero crer que a vida lhes vai mostrar a dor que provocaram, a mágoa insuportável que infligiram de ânimo leve, a chaga que só sentindo se poderá dar o real valor, não será pelas minhas mãos certamente, dessas pessoas apenas quero distância...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sinto-me assim, amarrada de pés e mãos, arrancaram-me as entranhas, desventraram-me, levaram-me mas esqueceram-se de mim aqui, fui contigo. Estou contigo a cada segundo, o meu pensamento, o meu coração está em ti, não temas, nada temas, eu não vou descansar, moverei o universo se necessário for para te ter a meu lado, para ficarmos juntos. só eu sei a dor que é ter que ficar quieta, calcular milimetricamente todas hipóteses, medir todos os passos, não poder ter um acesso de loucura e fazer o que tenho vontade, mas tenho que aguardar, ficar quieta e aguardar. No fim esta dor vai ser superada pela alegria de ficarmos juntos definitivamente. Tu próprio disseste que há coisas que parecem más mas que depois se transformam em boas, hoje estás sozinho na ilha, mas ela está a começar a pegar fogo e rapidamente vai passar um barco que ao ver o fumo te vai trazer de volta a casa, à tua casa, à nossa casa.
alguém disse que "Para estar perto não precisa estar do lado, basta estar dentro" e tu estás dentro de mim assim como eu estou dentro de ti e a distância só vai tornar o cordão umbilical que nos une mais forte que titaneo.
AMO-TE MUITO MEU AMOR

terça-feira, 10 de novembro de 2009


Recebi o meu primeiro selo da Ana J. M. Luz, a regra é postar um texto ou poema sobre a amizade, pois cá vai um dos textos que reflecte bem como eu vejo os meus amigos:

"Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.

Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.

Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria. Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.

Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril."

De: Oscar Wilde

E agora aqui vai a minha pequena mas sentida lista a quem tenho a honra de oferecer o selo da minha amizade:

[=] Connata Virginallis Solís [=]
Phoenix
Themis Artaud*
DeusaNocturna
SanteagO



domingo, 8 de novembro de 2009

Quem me dizia a mim há apenas onze meses atrás que hoje estaria onde estou. Pela primeira vez senti que seria verdadeiramente "Ano Novo Vida Nova", dediquei-me a conhecer-me nesta nova fase da minha vida em que tudo era novo. quando me senti segura de mim dei-me a conhecer e no momento certo dois caminhos se cruzaram, estávamos ambas no mesmo ponto, como ela mesma disse aqui "Apesar de os pontos de partida e os caminhos serem distintos, partilho contigo a tua conclusão!".

Rapidamente percebi que tinha encontrado alguém com quem era possível ter algo muito bom e intenso, visto que o que sentia era tão bom, tão preenchente, tão intenso e através de palavras, gestos, atitudes verificava a cada dia que do outro lado o sentimento era reciproco. Para alem do sentimento que nos unia, também havia sintonia na maneira de pensar, de encarar a vida, nos valores básicos e fundamentais.

O que sentíamos foi crescendo, ganhando alicerces, sonhos partilhados, objectivos traçados e passámos a lutar a duas para os concretizar. Embora com um empurrãozinho de quem não fazia a menor ideia que ao tentar magoar-me estava a abrir-me o caminho para que esses sonhos e objectivos se precipitassem, hoje vivo feliz, partilho tudo diariamente com a mulher que Amo e que escolhi para ser A MINHA MULHER. Hoje partilho-me totalmente pois só vivendo dia-a-dia é possível dar-nos a conhecer por inteiro.

Obviamente não espero que seja tudo um mar de rosas, mas tenho plena certeza que ambas estamos empenhadas em que dê certo e com honestidade, diálogo perseverança, mas principalmente com o grande amor que existe entre nós, não tenho a menor sombra de duvida que vamos viver felizes e em União de almas e Corações.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009




nada me impedirá de lutar pelo que sinto, pelo que acho correcto, pelo meu bem mais precioso. Nem o medo, nem a incerteza, nem o desconhecido. Nada me fará desistir, lutarei com todas as armas, deitarei para trás das costas o desespero que me atormenta pontualmente, se preciso for enfrentarei as trevas, os espinhos, as pedras pontiagudas onde caminho descalça, moverei céus e Terra mas nesta batalha só deporei as armas quando o meu coração parar de bater.
Sei que tenho bravos guerreiros do meu lado, que lutam a par, com a mesma convicção e perseverança, alguns agora mais perto, outros agora mais distantes mas sei que todos são meus irmãos de armas e de coração para toda a vida.
Fiz pinturas de guerra, fui obrigada a encetar uma batalha pela qual dou a minha vida se necessário for.
Vou lutar na certeza de vencer, mas para isso não posso descurar detalhes, por mais ínfimos que possam parecer, tenho que prever o próximo passo para estar preparada para dar a devida resposta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009




Numa conversa cibenauta, dei por mim a pensar que as pessoas passam na minha vida e maior parte delas nem imaginam a importância que têm/tiveram, outras acham que têm mais importância do que a real. Algumas apenas numas horas ou em poucos dias foram de uma importância extrema e ajudaram-me inclusive a definir que caminho tomar quando me encontrava numa encruzilhada. Outras mostraram-me o que não quero para mim, ou apenas abriram horizontes com algumas palavras, para elas banais. Ao falar com algumas sobre os problemas delas, encontrei solução para os meus. Com todas aprendo, com todas vejo ou revejo, com todas cresço...
Todas contribuíram para estar onde estou hoje, para definir os meus valores e as minhas regras.
Há também aquelas pessoas que perduram anos, vidas e quando vão deixam um bocado delas e levam um bocado meu, outras que se mantêm e espero que para sempre pois já fazem parte de mim. Chego à conclusão de que preciso de tod@s, umas mais importante que outras, mas todas são necesárias.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Estes dois últimos meses têm sido intensos em todos os sentidos. Intensos em crescimento interior pois sinto que fechei um ciclo, intensos a nível profissional pois foram uma reviravolta de 360º mas principalmente intenso a nível afectivo. Encontrei a minha outra asa e finalmente posso voar, encontrei estabilidade, segurança, certezas. A felicidade que trago estampada no rosto, a confiança que sinto em mim, a alegria constante e contagiante são fruto de ter comigo alguém com um coração do tamanho do mundo, alguém com quem sabe bem estar, partilhar, crescer, aprender, ensinar, em suma, alguém com quem quero viver para sempre.

Estou nas nuvens e se tudo isto for um sonho não quero acordar nunca mais.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O meu Baú

O meu baú tem de tudo um pouco, coisa que levo comigo onde quer que vá, penso mesmo que levarei comigo para o resto dos meus dias.
Situações que me tocaram, sorrisos que me alegraram, colos que me confortaram, pessoas que passaram mais rápida ou mais lentamente, amizades inesquecíveis.
Marcas, tatuagens invisíveis, algumas bem profundas, outras à flor da pele.
Trago comigo pessoas que me amaram, pessoas que amei, amizades inesperadas, desilusões, alegrias, mágoas, tristezas, pessoas que perdi, pessoas que achei.
Musicas, filmes, livros, cartas, frases, fotos, imagens, palavras, gargalhadas, gritos, sentimentos, decepções, sonhos, pesadelos, instantes, olhares, vitórias, fracassos, cheiros, cores, beijos, abraços.
Por vezes sinto necessidade de voltar lá atrás, reviver momentos, reavaliar as situações, reparar, realçar ou remover as minha tatuagens baseando-me no que sou hoje, no que sei hoje, como sinto hoje.
Assim como todos os dias há pontos a acrescentar ou novas tatuagens a fazer, neste momento estou a remover algumas e a fazer outras bem grandes, bem profundas, acho mesmo que as novas estão a ser feitas na minha alma, estou a juntar todas as minhas tatuagens de felicidade e realização numa única que simboliza a esperança de um rumo novo mas conciliador, seguro e para sempre.

domingo, 11 de outubro de 2009

A minha Impressão Digital



Eu sou os livros que leio, os lugares que conheço, as pessoas que amo.
Eu sou as orações que faço, as cartas que recebo, os sonhos que tenho.
Eu sou as decepções pelas quais passei, as pessoas que perdi, as dificuldades que superei.
Eu sou as coisas que descobri, as lições que aprendi, os amigos que encontrei.
Eu sou os pedaços de mim que levaram, os pedaços de alguns que ficaram, as memórias que trago.
Eu sou as cores que gosto, os perfumes que uso, as músicas que ouço.
Eu sou os beijos que dei, sou aquilo que deixei e aquilo que escolhi.
Eu sou cada sorriso que abri, cada lágrima que caiu, cada vez que menti.
Eu sou cada um dos meus erros, cada perdão que soube ou não dar, cada palavra que calei.
Eu sou cada conquista alcançada, cada emoção controlada, cada laço que criei.
Eu sou cada promessa cumprida, cada calúnia sofrida, cada indiferença que se formou.
Eu sou o braço que poucas vezes torceu, a mão que muitas outras se estendeu, a boca que não se calou.
Eu sou as lembranças que tenho, os objectivos que traço, as mudanças que sofrerei.
Eu sou a infância que tive, sou a fé que carrego e o destino que reinventei.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Reler-me



Ao reler algo que escrevi há 4 meses atrás, quando ainda não me mostrava a escrever, tive vontade de acrescentar estes últimos quatro meses ao meu balanço de seis meses que tinha feito.

Assim sendo, reescrevo aqui o meu balanço:
"

Estou em mais uma noite em que o sono teima em não vir, entre as minhas 4 paredes, em frente a um ecrã que foi outrora meu confidente e dou por mim a fazer um balanço dos últimos 6 meses, é verdade, foi apenas há 6 meses, 6 meses que parecem anos.

Mais uma vez chego á conclusão que quando sigo o caminho para mim traçado, as coisas acontecem como que por magia.

Bastou eu parar, sair da minha rotina agitada (por mim criada para não me dar tempo suficiente para pensar muito no que sentia ou não sentia) para pensar e decidir que finalmente estava preparada para lidar com os sentimentos que poderiam advir do facto de me permitir perceber realmente o que sentia e por quem.

Foi um processo, acho mesmo que durante toda a minha vida fui aprendendo com todas as pessoas e situações que cruzaram o meu caminho, todas elas tiveram um contributo para a pessoa que sou hoje, com os meus defeitos e qualidades como qualquer outra. Também em relação aos meus sentimentos, fui aprendendo a aceitar-me como sou e várias situações contribuíram para isso, no momento em que me apercebi ser possível eu querer crescer como pessoa e resolvi tomar esse crescimento consciente e provocado como objectivo de vida, comecei a minha caminhada consciente para a pessoa que sou hoje. Por vários motivos ao longo dessa caminhada, interrompi alternadamente os temas em que me empenhava para continuar esse crescimento, tempo acho que necessário para digerir o que tinha aprendido, tentando trazer para o meu quotidiano as novas maneiras de entender o que me rodeava, racional e sentimentalmente. A mais longa interrupção foi em relação a sentimentos, e penso mesmo que se não tivesse sido obrigada ficar encerrada entre estas 4 paredes, sem ter que fazer, neste momento ainda estaria na minha rotina agitada por mim criada.

Graças a um poder superior, parei, pensei, sofri, quase desisti, mas finalmente encontrei a paz comigo mesma nunca antes sentida. Finalmente assumi para mim mesma o que sinto e como sinto. Passei a ter um problema, embora já tivesse novamente na minha rotina agitada, desta vez já não criada por mim, mas sim porque ela estava criada e não podia simplesmente saltar fora, continuava encerrada entre as minhas quatro paredes em relação à minha identidade sexual.

Dediquei-me à pesquisa, depois à procura de conhecer pessoas que sentiam como eu, andei de fórum em fórum procurando locais onde me sentisse bem falar de mim, metódica a nível de pensamento como sou, decidi conhecer as pessoas por trás dos nicks mais ou menos sugestivos, li tudo o que escreveram, seleccionei, e depois ai sim, dei-me a conhecer bem defendida com a barreira que é um ecrã, pois só iria alguma vez conhecer pessoalmente as pessoas que realmente estivesse interessada em conhecer e manter uma relação de amizade que me proporcionasse a saída de dentro das minhas quatro paredes.

Encontrei um local, onde havia algumas pessoas interessantes com suficiente maturidade, onde me era possível falar sobre mim com algumas garantias que iria ser entendida."

HOJE ACRESCENTEI O QUE SE SEGUE:

Realmente esse local permitiu-me ser eu mesma, fez-me crescer, sair do meu casulo, partilhar-me.

Todo este percurso me levou a ter uma enorme vontade de sentir aquilo que me recusei sentir toda a minha vida, visto não conhecer de todo o sentimento achei senti-lo por uma pessoa que apareceu no meu caminho. Mais uma vez, alguem que apareceu na hora certa para eu perceber quem sou, para aceitar o meu verdadeiro valor, para fincar a minha maneira de sentir e reforçar as minhas defesas em relação à falta de caracter, à desonestidade e à deslealdade.

Agora entendo que todas as dores, todos os sofrimentos, todas as angustias, todas as pequenas ou grandes conquistas, todas as descobertas, todos os passos atrás, todos os grandes saltos fizeram de mim a pessoa que sou hoje, no exacto momento em que encontro alguém com quem posso ser tudo sem medos de juízos de valor ou criticas, com quem me sinto bem, realizada, com vontade de fazer planos. Alguém que me preenche, que me faz sentir viva, que me desperta emoções nunca antes experimentadas. Alguém que me aceita, que me reforça, que me entende, que me afaga. Alguém com quem quero estar, viver, partilhar, compartilhar. Alguém que realmente AMO, que admiro, que me fascina, que tem um coração lindo.

Em suma, alguém que me equilibra.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009



Entraste na minha vida de uma maneira descontraída e ao mesmo tempo descobrir-te lentamente foi no mínimo interessante. No meio de brincadeiras mais, ou menos sérias, fui percebendo que nos identificávamos na maneira de encarar o mundo e a vida. Ao perceber que o que sentia tinha reflexo em ti, o meu peito encheu-se de um ardor saboroso, parecia que o coração não me cabia mais no peito, e batia a uma velocidade enorme. Ao receber as tuas palavras a dizer "nem que tenha que mover céus e terra, vou ai no próximo fim de semana" tive a certeza que a intensidade com que sentia o (já) amor, era igualmente sentida do teu lado.
A primeira troca de olhar, o não conter as emoções, o beijo prolongado transparecendo todas as vezes que nos quisemos beijar à distancia, o querer demonstrar todo o que sentíamos não nos preocupando com o que nos rodeava mostro-me que o amor era tão grandioso que só poderia estar predestinado a crescer e solidificar-se.
Hoje és uma das duas únicas personagens principais de todos os meus pensamentos, de todos os meus planos, de todos os meus sonhos.
Quando penso em como gostaria de acabar os meus dias, é sem a menor duvida a teu lado.
Amor, amor é muito pouco para descrever o que sinto por ti, ou talvez a palavra esteja tão banalizada e realmente o que sinta seja tão e somente AMOR, o amor dos Poetas, dos Contos de Fadas, dos Romances Baratos, dos filmes e musicas Lamechas...
Esse AMOR tantas vezes tentado explicar e em que todas as explicações ficam a anos luz do verdadeiro sentimento.
Sei que me fascinas como pessoa, por seres integra, leal, companheira, autentica e genuína. Seres afectuosa, meiga, carinhosa e ao mesmo tempo directa, frontal e recta. Todo este conjunto faz de ti uma pessoa única, imprevisível e fascinante.
AMO-TE por seres quem és, AMO-TE por seres como és, AMO-TE porque a teu lado supero-me, (re)aprendo, (re)descubro-me, (re)conheço-me.
AMO-TE porque o que sinto por ti é tão sublime, tão diferente do que quer que já tenha sentido que quero sentir para o resto da vida.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A saudade consome-me hoje...

Saudade de ti...
Saudade do teu sorriso, do teu olhar, do teu cheiro, da tua maciez, da tua pele, do teu toque, do teu beijo, do teu rio, do teu mar.

Saudade de nós...
Da alegria da chegada, dos passeios, dos lugares, das mãos dadas, dos beijos escondidos, do dia-a-dia, do acordar, do apenas estar, das uvas, do cor-de-rosa.

Dói cá dentro, doí não te ter nos meus braços, doí nada poder fazer...

Hoje apenas doí a saudade...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pensava eu que ao encontrar a pessoa com quem quero partilhar o resto da minha vida iria finalmente ter uma família, uma família como sempre sonhei, uma familia a três, partilhada com alguns bons amigos que considero a minha familia de coração. Descobri que vou realmente ter uma familia de três e mais uns (mais propriamente umas) quant@s pois adorei a forma como a pessoa que amo se relaciona com as suas amizades, e como essa amizade é pura e verdadeira. Senti-me em casa, senti-me acolhida e a genuinidade dos sentimentos entre elas fascinou-me. Afinal vou ter uma GRANDE familia e não vejo a hora de poder privar com ela diariamente. Obrigada meu Amor, por partilhares comigo essa Familia que escolheste como tua.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009


É incrível a serenidade que sinto, a segurança, o não ter medo. A distância é grande, o tempo é pouco, mas a certeza é muita e alicerssada num eco que encontro no outro lado. Hoje a palavra FAMILIA faz todo o sentido para mim, e é algo que anseio poder viver na máxima plenitude, às vezes ainda me belisco para ver se não estou apenas a viver um sonho e se tudo isto é real. A estabilidade emocional que alcancei dá-me a paz necessária para ponderar outros caminhos e crescer noutras areas deixadas de lado nos ultimos tempos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Agulha no Palheiro


Como é boa a certeza de sentimentos que crescem a cada segundo, enchem-me o peito e dão -me a sensação de estarem predestinados. como agulha num palheiro, encontrei alguém que, não sendo gémea da minha alma, me completa a todos os níveis, me faz crescer, me faz transparecer o que de melhor tenho e sou. Hoje entendo que o que sempre busquei não foi uma alma gémea (igual) mas sim, alguém que, embora idêntica no essencial, sendo diferente me mostre outros caminhos, outros rumos, outras hipóteses.
Sinto o meu peito inundado de felicidade, sinto uma força capaz de vencer todos os obstáculos e vencer todas as barreiras, essa força vem da certeza de que deixei de ser EU para passar a ser NÓS. O desejo mutuo de caminharmos lado a lado, lutarmos pelo que acreditamos, o desejo de partilha, de entrega total, da descoberta, da compreensão, é inigualável e algo que nunca senti verdadeiramente até hoje.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A minha frésia

A rapidez dos últimos acontecimentos vem mais uma vez comprovar-me que as pessoas entram na minha vida no exacto momento em que estou preparada para as receber. Foi necessário chegar ao fim de um percurso que tinha iniciado à algum tempo para que aparecesse a "Tal" pessoa que procurava e eu estar preparada para a receber de braços abertos, coração livre e pensamento sereno. Hoje dou graças a Deus por ter iniciado esse caminho, e por não me ter perdido "por becos e ruelas de horror, caminhos sem saída" como tão bem refere a Xana dos Radio Macau. Hoje sinto que uma das sementes dos meus sonhos que lancei à terra, aquela que achava que dificilmente vingaria devido às suas exigências e complexidade, se transformou numa bela frésia que brota flores todos os dias enchendo a minha vida com um perfume inebriante e trazendo ao de cimo o que de melhor tenho e sou.

sábado, 15 de agosto de 2009

Tenho saudades Vossas...


Tenho saudades tuas, tenho saudades que me tires duvidas com toda a paciência do mundo, tenho saudades que me motives, que me mostres o meu valor quando o meto em causa, tenho saudades de brincar contigo depois de uma semana de ausência, saudades dos nossos passeios, da tua infinita sabedoria, tenho saudades que me corrijas, que me entendas, que não concordes comigo, tenho saudades de discutirmos interpretações de algo que lemos, tenho saudades de te ver, de te ouvir, de te cheirar, de te abraçar, de te beijar, do teu colo, do teu sorriso, do teu olhar...
E tenho saudades tuas, das tuas histórias, do teu carinho, da tua idosa juventude, da tua força, da tua coragem, do teu optimismo acreditado, de irmos para o quintal, de plantarmos, podarmos, arranjarmos ou simplesmente apreciarmos o resultado do teu amor e carinho colocado em cada semente, tenho saudades que me adivinhes, que me leias os olhos, que me serenes a alma, que me entendas, tenho saudades de contigo aprender o importante e simples, tenho saudades de sentir o amor que colocavas em tudo o que fazias, tenho saudades de crescer contigo, de cresceres comigo...

Sei que estou convosco diariamente, quando vos revejo nos ensinamentos que me passaram mas nem sempre basta, e hoje não basta...



quinta-feira, 13 de agosto de 2009

À Laia de Balanço




Fiz uma paragem, permaneci quieta, permiti introduzir ruídos para não pensar, mas chego à conclusão que quero o que não posso ter e o que posso não quero. Já aceitei para mim mesma a situação. Do que quero limito-me a ficar com o possível pois não suportaria perder tudo, do que posso ter mas não quero recuso o que não me preenche, o meu ego afagado é muito pouco relativamente ao que quero para mim. Esta luta entre o querer e o poder fez-me cimentar a minha ideia de que mais vale não ter do que ter o que não quero. Fez-me também entender os desencontros, os tempos diferentes que cada um tem, o facto de cada um trazer uma carga emocional ás costas que condiciona no espaço e no tempo a maneira de ver e de sentir. Entendi ainda que as pessoas não procuram todas o mesmo, o que para umas pode ser o esplendor, para outras não passa de banal.

Em todo este percurso fui fazendo as pazes comigo, acho que cheguei à fusão das duas Anas, se por um lado derrubei as minhas verdades emocionais puramente alicerçadas na razão, permiti-me sentir apenas e aprendi que há várias formas de interesse e que nenhum é mais válido ou mais verdadeiro, por outro percebi que procuro o que sempre procurei, que o que já achava importante e fundamental continua a se-lo, apenas abri o leque e vi as várias maneiras de continuar a minha busca. Hoje detenho as ferramentas dos dois caminhos, aprendi a usar umas, outras já as tratava por tu há algum tempo, resta-me perceber se detenho a sabedoria para as aplicar consuante a situação, mas isso só a experiência me poderá dar resposta.

Nesta momento estou assim, parada emocionalmente à espera que a vida me surpreenda.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Cadeira de três pernas



Li algures uma reflexão que a certa altura referia que a felicidade e o bem estar estava assente numa cadeira de 3 pernas. Uma perna era o Amor, outra o trabalho e outra os amigos (onde estava incluída a família) e que se uma das pernas não estiver bem, a pessoa sente-se triste e desequilibrada.

Quando a li concordei inteiramente pois encontrava-me num período em que estava sentada na dita cadeira e com cada uma das pernas bem fortalecida.
Hoje relembrei a reflexão e percebi que não necessito das 3 pernas para me sentir bem e feliz.
Hoje o meu coração não tem dona, logo a perna referente ao campo amoroso não existe, em relação a trabalho, estou a largar a minha realização profissional e a procurar algo que monetariamente me dê estabilidade, realizei o meu sonho, foi bom enquanto durou, mas chegou a hora de baixar as armas e procurar novo porto. Outra perna que não existe, realização no trabalho.
A única que continua firme e cada vez mais forte é sem duvida a da amizade, essa sim dá-me a estabilidade necessária para aguardar pelas outras sem sobressaltos. N@s amig@s encontro o apoio, o amparo, o ombro, o incentivo, a vontade de acordar todos os dias com um sorriso nos lábios, ao fim ao cabo, @s amig@s e o meu filho dão-me forças para não baixar os braços e continuar a lutar pelo que acredito e quero para mim.

quero com isto agradecer-vos mais uma vez, por me acompanharem nesta caminhada que é a minha vida, por não me deixarem cair no chão e manterem de pé a minha cadeira ajudando-me a ver felicidade nas pequenas coisas.
Um beijo muito grande e e com muito carinho para vocês que sabem quem são e que são donos de um lugar muito especial e único no meu coração.

domingo, 2 de agosto de 2009

Singela frésia



Hoje dei por mim a pensar nas tantas vezes que me afastei de tudo, que deixei para trás pessoas, objectos, certezas, sentimentos na busca de mim mesma.
Nessa busca, tantas vezes me senti incompreendida, solitária, triste. Outras tantas me senti feliz, alegre, contente, certa de que tinha encontrado o que procurava. Puro engano.
Continuei a minha busca, a sorrir, a chorar, a brincar, a analisar, a desesperar, a acreditar, a tropeçar, a levantar.
Uns dias conquistei o tantas vezes sonhado, outros acordei e vi que não passou de sonho. Entre lágrimas e sorrisos, fui plantando sementes dos meus sonhos, algumas morreram ali no momento em que chegaram à terra, outras germinaram mas não medraram, outros floriram e inundaram-me de beleza e perfume.
No vendaval de contradições, de luta, de busca, que é a minha vida, aprendi que tenho que plantar todos os sonhos, mesmo que maior parte deles nunca venham a florir, mesmo que uma grande parte me doa arrancar da terra quando percebo que apenas plantei uma erva daninha, ou uma semente que nunca iria vingar.
Só plantando todos poderei um dia encontrar o que procuro, encontrar aquela pequenina semente, de onde brotará uma pequena frésia, uma flor pequena sem grande realce que a destaque por entre as vaidosas rosas, imponentes coroas imperiais, ou orgulhosas orquídeas. Apenas uma frésia, que brota pequenas flores de várias cores e tonalidades e com um perfume que enche os espaços onde entra e fica, fresco, intenso, acolhedor, doradoiro, como que dizendo "bom dia alegria!"