quarta-feira, 28 de abril de 2010
Se's
Se o meu coração não tivesse batido por ti, ainda hoje acharia que a porta do meu peito estaria trancada a sete chaves mantendo-me prisioneira do vazio das horas e dos dias.
Se conseguisse anular o desejo com que os meus olhos vendados percorrem a suavidade da tua pele, talvez hoje pudesse aceitar serenamente a falta do mesmo.
E se o teu "achamento" não tivesse sido fruto de um feliz acaso, fasquia alta de um brutal golpe de magia, talvez ainda hoje não conhecesse uma tão real definição para a palavra Amor.
domingo, 25 de abril de 2010
O reencontro foi mágico, maravilhoso, indescritível.
Ter-te finalmente nos meus braços, no meu regaço, voltar a olhar-te, voltarmos a rir juntos, a chorar juntos, partilharmos momentos que vão ficar gravados na nossa memória e nos nossos corações para todo o sempre.
Agora nada mais se poderá intrometer entre nós, o que nos une é tão grande e tão verdadeiro que nada nem ninguém consegue destruir. Tive essa prova no momento em que 5 meses de mentiras se dissiparam, olhaste dentro dos meus olhos e tiveste a certeza de que não te minto nem te engano por muito dura que seja a verdade.
Não te quero fazer promessas que não dependem de mim, apenas te garanto que lutarei com tudo o que tenho para voltares de vez para junto de mim. Anseio pelo momento em que não terei que voltar a ver os teus olhos cerrados de lágrimas quando me despeço de ti para voltar para casa, para a nossa casa.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
domingo, 21 de março de 2010
Família, o que é a família?
Durante anos acreditei que seriam as pessoas com quem podia contar incondicionalmente, acreditei ser o meu porto seguro, aceitei-a com os defeitos inerentes a cada ser humano, não julguei, não critiquei, amei-a simplesmente e dediquei-me a essas pessoas crendo que fazia parte de algo bonito.
Sempre pensei que a Família era um direito que todos temos , hoje percebo que não o é, entendo ser um privilégio que tem que ser merecido, e a minha família de sangue não o merece, exceptuando a única pessoa que faz parte de mim e pela qual era capaz de tudo sem hesitar.
Felizmente, cedo percebi que embora importante a minha família não me bastava, procurei fora dela pessoas que me entendiam, com as quais poderia ser eu mesma sem necessidade de medir as palavras, sem medos de julgamentos, pessoas que me fazem pensar, com quem me identifico e com as quais cresço todos os dias.
Hoje essas pessoas são a minha família, uma família que escolhi , onde encontro o tal porto seguro e tenho o privilégio de me dar realmente a quem merece a minha entrega. Hoje tenho uma MULHER com a qual partilho a minha vida , IRMÃOS com os quais posso dividir tudo, TIOS que me ouvem , preocupam-se e me aconselham, PRIMOS com quem brinco sem maldade e tenho aqueles familiares distantes que embora não falemos com frequência sabemos que podemos contar uns com os outros sempre.
Hoje sinto-me realmente privilegiada por ter uma VERDADEIRA FAMÍLIA com a qual posso partilhar o meu FILHO e sei que o seu bem estar é defendido por todos eles de uma maneira única e linda .
terça-feira, 9 de março de 2010
Gosto de Ti
Gosto do teu jeito desembaraçado, da tua maneira de encarares a vida e as coisas comuns, da tua cabeça arejada, dos teus silêncios que me dão espaço para me ouvir, de me calar para te escutar, do teu sorriso aberto, do teu olhar mais secreto, das tuas piadas, das nossas cumplicidades, das brincadeiras, das conversas sérias, das gargalhadas.
Gosto das tuas mãos entre as minhas, da tua cabeça no meu peito a contar as batidas do meu coração, de te cheirar, de te sentir, de nos adivinharmos, de me deitar a teu lado e no dia seguinte acordar e ver que o sol continua a brilhar.
Gosto de te sentir colada a mim, do toque único da tua pele, de quando ela arde, de me sentir arder, de contigo ir ao céu dentro de quatro paredes, de sonhar, de sonharmos.
Gosto de sentir que estás sempre perto e sempre estarás, que vives dentro de mim, que me permites viver dentro de ti, que compras as minhas lutas, vibras com as minhas vitórias, amenizas as minhas derrotas, que te partilhas, que me partilhas.
Gosto de saber que mesmo longe estás perto, que rapidamente estarás aqui, por isso espero serena e feliz, e nos sentimentos que transformo em palavras vejo a cor, sinto o sabor e o aconchego deste AMOR, entrego-me e sinto crescerem-me asas, sinto-me flutuar, sinto-me a voar.
Gosto-te como um todo, fazes-me sentir única e especial!
Finges ser espinhosa, mas no fundo, e nem sequer é bem lá no fundo, és simplesmente deslumbrante.
domingo, 7 de março de 2010
Manter o foco

Cometi muitos erros, vivi enormes enganos e no fim a única pessoa que enganei foi a mim…
Numa altura em que me vi sem chão, em que não sabia quem era realmente percebi que a minha vida era só minha, só a mim cabia vive-la e que os caminhos que escolhesse me iriam levar a algo de bom ou mau consoante aquilo em que me baseava.
A partir dessa data dediquei-me a procurar-me, a conhecer-me, a entender-me, basicamente esforcei-me para perceber porque agia sempre da mesma maneira quando me deparava com situações idênticas sem nunca me questionar se estaria a agir correcto nem tão pouco tentar avaliar a situação e aprender com ela, mais que não fosse aprender que aquela maneira de agir não me era benéfica e a tentar outra da próxima vez.
Passei a fazer viagens dentro de mim, aos poucos fui-me apresentando à minha pessoa, despida de mascaras ou de manipulações, nem sempre o que via ou vejo é bonito aos meus olhos, nem sempre concordo com os argumentos que me habituei a usar para mim mesma para justificar as minhas acções. Quando me deparo com algo de que não gosto, trato de me manter focada, de manter presente no meu consciente e esforço-me para agir de maneira diferente quando me deparo com algo semelhante. É um exercício de tentativa erro, mas com o tempo vou falhando menos e vou-me aproximando mais da pessoa que quero ser.
Há cerca de um ano a trás lidei com a maior de todas as minhas fragilidades, a maneira como me sentia realizada emocionalmente, hoje, um ano passado sinto-me perfeitamente segura em relação a esse medo que tantas vezes me atormentou, sinto-me livre e em paz comigo.
Acho que chegou a hora de lidar com outra grande fragilidade com que tenho vivido.
Insegurança.
O medo de perder o que tenho bloqueia-me e impede-me de agir. Talvez porque as vezes que me esforcei para o fazer perdi sempre. Mas sei que para evoluir, para chegar ao que quero para mim, para me sentir bem comigo e com os outros preciso vencer esse medo.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
"A verdade é que o horizonte tem muitas curvas, isto é, longe vai o tempo em que o horizonte era uma linha recta por cima do oceano. Apesar de tudo, acho que hoje tenho uma nova atitude perante estas curvas e contra-curvas, hoje sei que devo utilizar estes desvios para aprender, para alcançar algo que até então nunca tinha almejado. Se assim o fizer tenho a certeza que, apesar de depois da curva existir uma dificuldade, irei superar-me e um dia verei o horizonte como uma linha recta novamente. Até lá a vida andará em curva e contra-curva, pois se o horizonte fosse sempre uma linha recta eu continuava onde estava há muitos anos atrás..."
Finalmente sinto-me como nova. Voltei a ter objectivos e estou cada vez mais determinada em alcança-los. Estou com forças para lutar por eles contra tudo e contra todos, está apenas nas minhas mãos. Tracei caminhos e não me vou desviar deles um milímetro que seja, o meu sucesso está ali diariamente, bem diante dos meus olhos, finalmente vejo maneira de realizar o que anseio para mim e para nós e não vai tardar voltaremos a ser uma família feliz.
Presentemente tenho quase todas as armas de que necessito para poder realizar os nossos sonhos a médio prazo. Tenho a meu lado uma mulher que amo de uma maneira com que nem nunca sonhei, sinto-me amada de igual modo, tenho amigos puros e verdadeiros com que conto independentemente da situação, tenho um emprego que me realiza e me permite sonhar com um futuro promissor. Para a minha felicidade ser total basta voltar a ter o meu filho do meu lado, mas com todas estas armas não será difícil reverter a presente situação e ai poder iniciar uma nova etapa da minha vida com a qual anseio há algum tempo.
Sinto que o sol voltou a brilhar para nós, provavelmente era necessário tudo pelo que temos passado para nos dar certezas. Alcancei a absoluta certeza de que não é uma mera contrariedade que deita por terra o AMOR que sentimos uma pela outra, também não tenho a menor duvida de que podemos contar com os nossos AMIGOS de igual modo com que eles contam connosco, até o afastamento a que fui obrigada provavelmente me deu as forças necessárias para lutar e subir a fasquia dos meus objectivos até ao meu limite máximo.
Tenho todas as ferramentas para alcançar o sucesso...
Obrigada a todos vocês que sabem quem são e que nunca me deixaram cair, acreditando muitas vezes mais do que eu na minha força, nas minhas capacidades e na minha determinação.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Voltou o optimismo, embora controlado sinto-o de volta a espreitar timidamente, busquei forças, agarrei na mão que se estendia para me tirar do fosso onde me estava a afundar e ganhei coragem para lutar contra as adversidades presentes. Pela primeira vez senti verdadeiramente o poder que tem o facto de ser amada, a força que esse amor tem e me dá, não me deixou atolar na lama onde chapinhava, transmitiu-me força, injectou-me coragem, deu-me animo quando me sentia a perder tudo isto.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Sei que não posso dar-me a este luxo, sei que tenho onde me agarrar para não me deixar afundar, sei que tenho mãos estendidas para me salvarem desta lama onde me encontro, mas inexplicavelmente não as agarro e limito-me a deixar-me ir...
Amanhã é outro dia, espero acordar com forças para me reerguer, ou então prefiro dormir até que essas forças voltem, pelo menos enquanto durmo a minha cabeça está vazia, em silencio...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
E me conforte a cada canto
Não digas nada que o nada é tanto
E eu não me importo
Dá-me um abraço fica por perto
Neste aperto tão pouco espaço
Não quero mais nada, só o silêncio
Do teu abraço
Já me perdi sem rumo certo
Já me venci pelo cansaço
E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço
Dá-me um abraço que me desperte
E me aperte sem me apertar
Que eu já estou perto abre os teus braços
Quando eu chegar
É nesse abraço que eu descanso
Esse espaço que me sossega
E quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Tudo me soa a ataque, tudo me atinge, tudo me magoa. A auto-piedade instalou-se e está difícil de me livrar dela...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Hoje simplesmente não quero.Não quero sentir, nem tão pouco pressentir.
Não quero pensar, não quero reflectir.
As certezas transformam-se em dúvidas
O pequeno chão em enorme confusão
Não sei o que espero, apenas sei o que quero
E se o que quero é demais? É impossível? É utópico?
E se estou condenada a esperar?
Será esse o meu destino?
Será essa a minha lição?
Não esperar? Apenas Desfrutar?
Mas como desfrutar do que não sei se me basta?
Logo eu que sou tudo ou nada...
Mas o nada é doloroso de mais...
E o tudo não sei se alguma vez vou ter...
Mas eu disse que hoje simplsmente não queria...
E só por hoje não vou querer!!!
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Hoje dediquei algum tempo a pensar nas voltas que a vida dá, nos obstáculos que o destino coloca. Inicialmente estava centrada nos últimos acontecimentos, mas aos poucos fui retrocedendo no tempo e avaliando os contratempos que fui tendo ao longo da minha vida. Verifiquei que todos eles me trouxeram algo, todos me modificaram, aquelas alturas em que me senti como me sinto agora, em baixo, desanimada, sem vontade, marcam mudanças, crescimento, tomadas de decisões.
Verifiquei também que nunca me faltou tudo, durante os períodos de maior provação, sempre tive um porto seguro onde chegar ao fim de um dia de luta, pousar as armas e aninhar-me.
Embora sinta que estou num caminho cheio de pedras pontiagudas e espinhos aguçados, sinto também que não o percorro sozinha, e que posso contar incondicionalmente com quem tem a coragem e a ousadia de me acompanhar neste caminho, ciente dos riscos.
Talvez precisasse percorre-lo para poder de uma vez por todas separar o trigo do joio, encontrar quem se entrega como eu e cimentar relações para a vida.
Talvez precisasse de me magoar, de me ferir de morte para me obrigar a tomar decisões para as quais não teria coragem se dependessem exclusivamente da minha vontade.
Dei por mim a pensar que os obstáculos são oportunidades que a vida nos dá para mudarmos, cabe-nos a nós manda-los para trás das costas fingindo que não existem ou aproveita-los como trampolim para nos superar-mos a nós próprios.
De repente senti-me fortalecida, sinto-me com energia para arregaçar as mangas e ir à luta, a não desanimar com portas que se fecham, interpretar como sendo um caminho errado e em vez de ficar a lamber feridas simplesmente mudar a rota para alcançar os objectivos que tracei para mim.
Encontrei coragem para mudar, não sei como, não sei onde, apenas sei que tenho que alterar o rumo, tenho que estar atenta, abrir os olhos em todas as direcções e crer que a vida se encarregará de me mostrar a janela aberta que até agora não consegui ver.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Hoje ao ver algo na televisão fez-se finalmente luz na minha cabeça. Uma luta interior em que sentia que devia alguma coisa ao meu pai há 11 anos, hoje percebi o quê, um pedido de desculpa.
Para mim sempre foi mais fácil ser defendida pela minha mãe, sabia-me bem que me passasse a mão na cabeça em vês de me obrigar a seguir as regras impostas pelo meu pai, hoje entendi que sempre fui manipulada por ela para ter os filhos do lado dela e assim tirar o poder ao meu pai.
Durante mais ou menos um ano depois de o meu pai morrer, o meu principal sentimento foi de revolta, revolta contra os que o criticavam diariamente e que depois de ele morrer fizeram dele um santo, entendi que estavam a lidar com os seus sentimentos de culpa, mas na altura revoltou-me.
Hoje percebi que devo um grande pedido de desculpa ao meu pai por tantas vezes ter aceite as manipulações da minha mãe, e também eu ter ficado contra ele.
Desculpa-me pai, desculpa-me não ter entendido que, à tua maneira, estavas a tentar fazer de mim uma pessoa com valores sólidos e justos, que querias que as minhas acções reflectissem a minha maneira de pensar e que não me permitisse agir da maneira que me dava mais jeito, desculpa-me ter tantas vezes ficado contra ti. Hoje que sou adulta e mãe compreendo-te, compreendo que havendo regras é tão mais fácil crescer, havendo limites não há necessidade da revolta diária que tantas vezes experimentei por me sentir incompreendida. Espero sinceramente que o meu filho opte pela educação com regras e limites em vez da (des)educação em que tudo é permitido desde-que não levante ondas.
Desculpa principalmente por também eu ter feito de ti o mau e da minha mãe a boa, que lutava por mim, quando foi precisamente o contrário, desculpa por na altura não ter entendido e não te ter defendido como devia, pois acho que os dois juntos teríamos arranjado espaço para podermos ser quem somos e não sermos obrigados a se-lo apenas dentro de nós mesmos.
Ao perceber esta minha necessidade do teu perdão, ao conseguir ligar as pontas soltas e ver a minha infância e juventude como um todo e não apenas fragmentos, sinto como que se um peso grande que carregava nos ombros se tivesse finalmente dissipado, dando-me novas ferramentas que tenho que aprender a maneja-las com arte para solidificar a minha relação com o meu filho e torna-la em algo mais proveitoso para os dois.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Deixo aqui uma homenagem a todas as Mulheres que amam Mulheres
Adaptado por mim da "Historia do Lesbianismo" by Judy GrahnQuando vieram ao mundo
as Mulheres que amam Mulheres
vieram três a três
e quatro a quatro
as Mulheres que amam Mulheres
vieram dez a dez e
mais vieram a seguir
até que eram tantas
que era impossível contar
Elas cuidaram umas das outras
da melhor maneira que conheciam
e dos filhos umas das outras
se os tivessem
Ao viverem neste mundo
as Mulheres que amam Mulheres
aprenderam tudo o que lhes foi permitido
e andavam e usavam as suas roupas
da maneira que elas se sentiam bem
sempre que podiam.
Faziam o que queriam
sabiam o que era ser feliz e livre
e trabalharam, e trabalharam, e trabalharam.
As Mulheres que amam Mulheres
em Portugal foram chamadas de fufas
e algumas gostaram
outras nem por isso.
Elas faziam amor umas com as outras
da melhor maneira que sabiam e
pelas melhores razões
Como elas saíram do mundo
as Mulheres que amam Mulheres
saíram uma por uma
tendo resistido
umas mais outras menos
a perseguições e a muito ódio
por parte de outras pessoas
por parte de outras mulheres
elas saíram uma por uma
cada uma tentando à sua maneira
derrubar as regras do homem sobre a mulher,
elas tentaram uma por uma
e cem por cem
até que cada uma à sua maneira
chegou ao fim da sua vida
e morreu.
O tema do lesbianismo
É muito comum, é a questão
Da dominação masculina
que incute em toda a gente
a raiva.
CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP
Estas palmas são vossas...
onde quer que estejam...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
O dia aproxima-se, com ele os medos e ansiedades, mas não me vou entregar a eles, vou arrancar forças na esperança, a saudade faz-me levantar todos os dias com motivação para dar a volta por cima.Nada na minha vida foi fácil, nada me foi entregue de mão beijada, conquistei a pulso tudo o que sou hoje e é apenas mais uma batalha. Tenho comigo uma Mulher que luta a meu lado, que me põe os pés no chão quando tenho tendência para divagar, e que me levanta quando me sinto a afundar e juntas conseguiremos a nossa família unida e feliz.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Sei que este ano, embora diferente, não é excepção. Diferente porque já não espero nada das pessoas que inutilmente esperei a vida toda, diferente também porque o que me falta não é carinho nem atenção, diferente porque pela primeira vez me falta parte de mim, diferente porque não tenho vontade de o celebrar, mas igual na falta de felicidade e de alegria, talvez por estar mais vulnerável, por não ter a meu lado uma parte de mim, por numa altura em que queria estar perto estou longe, por saber que não vou receber aquele abraço e aquele beijo que anseio há quase dois meses, estou mais sensível...
E mais uma vez me vejo a pensar que pode ser que para o próximo ano finalmente volte a sentir a alegria e a felicidade que me relembrem os mágicos aniversários de infância.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Δημήτηρ
Δημήτηρ do Grego Deméter ou Demetra quer dizer Deusa MãeQuando Hades raptou Perséfone (sua filha) e a levou para seu reino subterrâneo, Deméter ficou desesperada, saiu como louca Terra afora sem comer e nem descansar. Decidiu não voltar para o Olimpo enquanto sua filha não lhe fosse devolvida e proferiu estas palavras:
"Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozará de meus favores!"
Fazendo uma analogia entre o solo e as pessoas, também eu sinto essa ingratidão pois precisamente quem eu tornei fértil, a quem me dei sem pedir em troca, quem eu ajudei a crescer, quem levantei inúmeras vezes do chão, hoje arranca dos meus braços o meu filho.
Sinto-me, tal como Δημήτηρ, desesperada, também eu tenho vontade de sair como louca terra afora, tenho uma dor insuportável dentro do meu peito que me tira a vontade de tudo. Previa que seria muito doloroso, mas nem nos meus mais obscuros pesadelos senti tamanha dor e angustia. O tempo não ajuda, pelo contrário, aprofunda, corrói, retorce.
Não sei o que fazer mais, a espera é angustiantemente insuportável, afasto do meu consciente as lembranças, os locais, os projectos pois não consigo gerir os sentimentos que provocam.
Só me resta deixar correr o rio salgado que brota do alambique onde são destiladas a dor, o sofrimento, a falta, a distância...
Diariamente oiço as várias vozes que ocupam um lugar muito especial dentro do meu peito dizerem-me que no fim espera-me um HAPPY END, quero acreditar nelas, são elas que me mantêm de pé, que mantêm a minha sanidade mental no limite do aceitável. Agradeço todos os dias essas vozes existirem e cada uma delas pertencer a uma pessoa linda, que dão sem querer troca, que se privam sem se sentirem obrigadas, que me amam de diversas maneiras, que são socias da minha dor dividindo-a comigo e tentando ameniza-la. São uma familia muito maior do que alguma vez supus existir, não em numero mas em grandeza de sentimentos e valores.
Juntos conseguiremos o que eu sozinha não sou capaz e ficarvos-ei grata para todo o sempre, para vocês que sabem quem são o meu sincero obrigada...
domingo, 13 de dezembro de 2009
Carta ao Menino Jesus
Desculpa lá ó Pai Natal, mas como os aninhos já são alguns e como boa descendente de Alentejanos que sou, eu escrevo antes ao Menino Jesus, pois quando ainda acreditava no Natal como algo de belo e puro, o Pai Natal não existia no meu ingénuo imaginário de criança.Querido Menino Jesus,
Este ano não tenho a mínima vontade de fazer árvore, enfeitar a casa ou montar o presépio, desculpa mas o espírito natalício ainda não me inundou, e se vier a inundar será praticamente na véspera da comemoração do teu nascimento.
Não te venho pedir prendas pois acho que as recebi durante todo o ano, está a fazer um ano que me deste a melhor prenda, a que eu procurava acho que desde que me lembro de ser gente, a minha aceitação, o sentir-me pela primeira vez bem comigo própria. Durante o decorrer deste ano deste-me uma mão cheia de verdadeiros amigos, uma Família onde me sinto bem, me sinto aceite e em Paz.
Deste-me um Irmão e uma Irmã, daqueles IRMÃOS VERDADEIROS, daqueles que aceitam independentemente de concordarem, que em vez de julgarem aconselham, que em vez de acenarem com a cabeça e condenarem com o coração fazem o contrário, dão-me na cabeça e têm-me no coração. Deste-me esta família linda, onde me sinto integrada, onde venho buscar apoio quando não tenho forças para me suster em pé sozinha, onde partilho as minhas alegrias e vitórias, onde divido os meus medos e receios, em suma, uma VERDADEIRA FAMÍLIA constituída por grandes amigos, alguns ainda virtuais mas que espero que o deixem de ser rapidamente.
Deste-me também o meu auto-conhecimento, ajudaste-me a reforçar os meus princípios, colocaste os caminhos que tinha que percorrer bem diante dos meus pés, pegaste-me na mão e percorreste-os comigo, trazendo-me onde estou Hoje, de bem comigo, de bem com os outros, a conhecer-me mais um bocadinho, mas principalmente a valorizar-me.
Por ultimo, mas não menos importante, deste-me uma companheira, não mais uma mas sim AQUELA, aquela pessoa com quem quero partilhar a minha vida, com quem quero percorrer todos os novos caminhos que tens guardados para mim, com quem quero envelhecer e nos braços de quem quero acabar os meus dias.
Como vês, deste-me muito durante todo o ano, para terminar o ano em beleza, para que o recorde como o melhor ano da minha vida só falta uma prenda, e mesmo essa terá que me ser dada um dia mais cedo, peço-te que me devolvas o meu TESOURO dia 23 de Dezembro e ai volto a ser a criança ingénua que acredita na verdadeira magia do Natal...
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Ao ler um blog de que sou assídua, li algo sobre fechar ciclos e dei por mim a pensar que há maneiras e maneiras de o fazer, já experimentei algumas.
Já tentei esquecer, fingir que não aconteceu, e a vida fez questão de me mostrar que tudo acontece com um propósito, que aquilo que não quis viver na altura, fosse com medo de sofrer ou com medo de olhar para dentro de mim e ver o que estava mal ou que eu não queria "digerir", aconteceu por uma razão e mais tarde tive que aprender a lidar com a situação, normalmente de uma maneira bem mais penosa pois deixei passar o "timing".
Também já vivi de recordações, recusando-me a deixar um "amor" partir, alimentando-me dos bons momentos, enaltecendo-os e guardando dentro de uma caixa bem fechada os episódios que me magoaram, transformando uma pessoa com defeitos e qualidades num protagonista de contos de fadas, também ai sai derrotada pois, quando vi que estava parada no tempo, quando quis caminhar e os meus pés se recusavam a obedecer, tive que gerir a situação, tive que abrir a caixa e sofrer com o que não me tinha permitido ver, ou que tinha visto e quis não ver.
Também eu já tentei compreender os motivos por que determinada pessoa agiu de uma maneira totalmente diferente da que eu estava à espera, tentei perceber porque foram mal julgados os meus actos, porque lhes atribuem valores que não são nem nunca foram os meus, tentei acreditar que quem me conhece sabe quais as razões que me movem e que tentariam colocar-se no meu lugar e entender os meus motivos, tal como eu faço com os outros. Cheguei à conclusão que assim não é, fiquei à espera de ser compreendida, do reconhecimento de quanto me dei, do que me privei, as vezes que relevei situações, que reconhecessem o meu esforço, que entendessem o meu amor, e mais uma vez fiquei parada e apenas serviu para me ferir e magoar.
Hoje vivo o presente, tento resolver as questões agora, paro muitas vezes para "digerir" os acontecimentos e não deixo acumular muito pó debaixo do meu tapete emocional. Mostro as minhas emoções sem medos ou receios, se são entendidas tanto melhor pois há sempre volta a dar quando as duas partes estão empenhadas em que uma relação (seja de que natureza for) floresça e dê frutos, se vejo que só eu me empenho, recuso-me a remar contra a maré, corto, limpo a sujidade e sigo em frente, sem magoas nem rancores, a vida tratará de dar as lições devidas a quem de direito, tal como as dá a mim. Trato-me, lambo feridas, curo-me e sigo em frente ciente de que não foram as minhas acções que provocaram o afastamento e que dei tudo de mim para que as situações se resolvessem.
Não quero com isto dizer que encontrei a formula mágica, que não vou voltar a cair nos mesmos erros ou que vou deixar de me magoar com as atitudes dos outros, mas neste momento encaro as coisas assim:
Fecho o ciclo, não por orgulho ou incapacidade, mas sim porque as pessoas ou as situações já não se encaixam na minha vida, recuso-me a parar, a estagnar pois a minha vida é só minha e só a mim me cabe vive-la, e escolhi para a viver a constante aprendizagem e crescimento, assim sendo, não carrego atrás de mim rancores, ódios ou incompreensões, Fecho ciclos e aprendo com eles, só isso...
"Eu nada espero dos outros, logo suas acções não se podem opor aos meus desejos "
(Swami Sri Yukteswar)
domingo, 6 de dezembro de 2009
"Aquilo que existe em mim e faz parte de mim pode ser transformado... se eu quiser...
Aquilo que é do outro, só pode ser transformado por ele, e será compreendido e aceite por
mim... dentro dos meus limites... se existir respeito...
Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz... se houver liberdade...
Não posso afirmar: "Aquilo que o outro fez ou disse feriu-me..." Eu é que me feri com AQUILO
que ele fez ou disse... tenho opções.
Eu sou dona das minhas emoções sensações e sentimentos, também das minhas atitudes, pensamentos e palavras!
Que maravilha...
Não é coerente dizer que fiz algo para alguém... só porque alguém fez isso comigo primeiro...
Se eu agisse assim... eu seria apenas resposta e eco... sem vida...
É mais valioso optar por agir em vez de apenas reagir...
É mais sensato perceber que sou dono das minhas acções... e se faço algo... sou o responsável
por isso...
tenho escolhas...
Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos e recuso-me a segurar as rédeas do destino do outro...
é meu direito...
Busco o AMOR na sua mais bela expressão... e por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro...
Amém...
Quero amar com liberdade!
Quero amar com plenitude!
Quero amar antes de tudo...
porque é bom...
AMAR com
RESPEITO e
LIBERDADE !"
(Kali Mascarenhas)
Já me anulei algumas vezes para ter ao pé de mim pessoas que eu achava que me faziam falta, hoje percebo que apenas permiti que essas pessoas agissem de tal maneira que eu me sentisse impelida a afastar-me definitivamente por estar profundamente magoada. Também sei que a minha baixa auto-estima na altura permitiu que eu me anulasse.
Hoje não o faço por ninguém, tal como diz o texto, procuro amores na sua mais bela expressão, amores que respeitam, que aceitam, que não calam e onde há liberdade para se dizer o que se sente sem ferir ou magoar. Assim são as minha relações, não me escondo, não me anulo, mostro-me tal e qual como sou, se as pessoas continuam ao pé de mim, se continuam a partilhar-se e a partilhar-me é porque quem sou é importante para elas, se não é podem afastar-se pois não me fazem falta. Cheguei a um patamar na minha vida que apenas me quero rodear de quem me faz sentido, de quem sei com o que conto, de quem é belo por dentro, de quem é cristalino e autêntico, não perco tempo com pessoas "pequeninas" que se mascaram no intuito de obterem mais valias, pessoas mesquinhas, sem carácter, sem valores, sem escrúpulos.
Felizmente que não sou a única a procurar estes valores tão raros nos dias que correm, já cheguei a pensar que era impossível encontrar alguém que me compreendesse e me aceitasse, hoje tenho poucos mas bons amigos, tenho a meu lado uma pessoa que admiro e respeito e quero acreditar que os meus valores vão transparecer, sem aparentarem soberba ou egocentrismo, numa situação que se avizinha e que finalmente vou poder descansar e ser feliz na máxima plenitude.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Tudo o que sou, ou que pensava ser, está a ser posto à prova, e tenho medo de não ter forças para ser tudo ao mesmo tempo, sinto o chão degradar-se debaixo dos meus pés, atiro cordas para todos os pontos de apoio que vejo, mas serão estes suficientes para me segurarem?
Sinto um medo solitário e pessimista, sinto-me ao contrário do que sou ou que achava que era...
Mas uma coisa eu sei, nenhuma dor será tão insuportável ao ponto de me fazer desistir...
domingo, 22 de novembro de 2009
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio... (...)"
(Oswaldo Montenegro)
Luto comigo mesma para que o medo não me paralise, não cale o meu cérebro pois o que anseio depende muito da maneira como eu conduzir as coisas, não posso dar-me ao luxo de me entregar por um minuto que seja aos meus medos, quando eles chegam em silencio trato logo dos afastar, neste momento não estou em condições de os aceitar e muito menos de viver com eles.
Por outro lado perdi o que para mim era, bem ou mal, um porto seguro, aquele que conheci desde sempre e obrigo-me a não ver o mundo baseado nessa perda, recuso-me a tomar a falsidade como bitola a aplicar a quem se cruze no meu caminho, mas em silencio são ideias que me passam pela cabeça (...)Porque metade de mim é o que grito, mas a outra metade é silencio... (...).
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Espera...
Uma espera que me corroí por dentro quando a encaro emocionalmente e que me dá esperanças quando a encaro racionalmente.
Espera auto-infligida como alguém me disse à uns dias, sim eu podia deixar de esperar mas até que ponto iria ser benéfico a longo prazo? Até que ponto uma atitude irreflectida poderia deitar tudo a perder?
Uma coisa eu sei, fiz o melhor que podia e que sabia, hoje mais que nunca me revolta terem posto a minha dedicação como mãe em causa para proveito próprio, para justificarem atitudes injustificáveis, como não gosto usar a palavra "nunca" pois os caminhos da vida às vezes pregam-nos peripécias vou colocar assim: Pela primeira vez sinto que dificilmente conseguirei perdoar ou esquecer tais actos, foram uma marca feita a ferro em brasa no meu coração.
Só quem não sabe o que é amar, só quem não sabe o que é o amor que uma mãe sente por um filho e que um filho sente por uma mãe se arrisca a pô-lo em causa de uma maneira tão grotesca e tão vil.
Quero crer que a vida lhes vai mostrar a dor que provocaram, a mágoa insuportável que infligiram de ânimo leve, a chaga que só sentindo se poderá dar o real valor, não será pelas minhas mãos certamente, dessas pessoas apenas quero distância...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Sinto-me assim, amarrada de pés e mãos, arrancaram-me as entranhas, desventraram-me, levaram-me mas esqueceram-se de mim aqui, fui contigo. Estou contigo a cada segundo, o meu pensamento, o meu coração está em ti, não temas, nada temas, eu não vou descansar, moverei o universo se necessário for para te ter a meu lado, para ficarmos juntos. só eu sei a dor que é ter que ficar quieta, calcular milimetricamente todas hipóteses, medir todos os passos, não poder ter um acesso de loucura e fazer o que tenho vontade, mas tenho que aguardar, ficar quieta e aguardar. No fim esta dor vai ser superada pela alegria de ficarmos juntos definitivamente. Tu próprio disseste que há coisas que parecem más mas que depois se transformam em boas, hoje estás sozinho na ilha, mas ela está a começar a pegar fogo e rapidamente vai passar um barco que ao ver o fumo te vai trazer de volta a casa, à tua casa, à nossa casa.AMO-TE MUITO MEU AMOR
terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria. Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril."
De: Oscar Wilde
E agora aqui vai a minha pequena mas sentida lista a quem tenho a honra de oferecer o selo da minha amizade:
[=] Connata Virginallis Solís [=]
Phoenix
Themis Artaud*
DeusaNocturna
SanteagO
domingo, 8 de novembro de 2009
Quem me dizia a mim há apenas onze meses atrás que hoje estaria onde estou. Pela primeira vez senti que seria verdadeiramente "Ano Novo Vida Nova", dediquei-me a conhecer-me nesta nova fase da minha vida em que tudo era novo. quando me senti segura de mim dei-me a conhecer e no momento certo dois caminhos se cruzaram, estávamos ambas no mesmo ponto, como ela mesma disse aqui "Apesar de os pontos de partida e os caminhos serem distintos, partilho contigo a tua conclusão!".Rapidamente percebi que tinha encontrado alguém com quem era possível ter algo muito bom e intenso, visto que o que sentia era tão bom, tão preenchente, tão intenso e através de palavras, gestos, atitudes verificava a cada dia que do outro lado o sentimento era reciproco. Para alem do sentimento que nos unia, também havia sintonia na maneira de pensar, de encarar a vida, nos valores básicos e fundamentais.
O que sentíamos foi crescendo, ganhando alicerces, sonhos partilhados, objectivos traçados e passámos a lutar a duas para os concretizar. Embora com um empurrãozinho de quem não fazia a menor ideia que ao tentar magoar-me estava a abrir-me o caminho para que esses sonhos e objectivos se precipitassem, hoje vivo feliz, partilho tudo diariamente com a mulher que Amo e que escolhi para ser A MINHA MULHER. Hoje partilho-me totalmente pois só vivendo dia-a-dia é possível dar-nos a conhecer por inteiro.
Obviamente não espero que seja tudo um mar de rosas, mas tenho plena certeza que ambas estamos empenhadas em que dê certo e com honestidade, diálogo perseverança, mas principalmente com o grande amor que existe entre nós, não tenho a menor sombra de duvida que vamos viver felizes e em União de almas e Corações.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
nada me impedirá de lutar pelo que sinto, pelo que acho correcto, pelo meu bem mais precioso. Nem o medo, nem a incerteza, nem o desconhecido. Nada me fará desistir, lutarei com todas as armas, deitarei para trás das costas o desespero que me atormenta pontualmente, se preciso for enfrentarei as trevas, os espinhos, as pedras pontiagudas onde caminho descalça, moverei céus e Terra mas nesta batalha só deporei as armas quando o meu coração parar de bater.
Sei que tenho bravos guerreiros do meu lado, que lutam a par, com a mesma convicção e perseverança, alguns agora mais perto, outros agora mais distantes mas sei que todos são meus irmãos de armas e de coração para toda a vida.
Fiz pinturas de guerra, fui obrigada a encetar uma batalha pela qual dou a minha vida se necessário for.
Vou lutar na certeza de vencer, mas para isso não posso descurar detalhes, por mais ínfimos que possam parecer, tenho que prever o próximo passo para estar preparada para dar a devida resposta.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Numa conversa cibenauta, dei por mim a pensar que as pessoas passam na minha vida e maior parte delas nem imaginam a importância que têm/tiveram, outras acham que têm mais importância do que a real. Algumas apenas numas horas ou em poucos dias foram de uma importância extrema e ajudaram-me inclusive a definir que caminho tomar quando me encontrava numa encruzilhada. Outras mostraram-me o que não quero para mim, ou apenas abriram horizontes com algumas palavras, para elas banais. Ao falar com algumas sobre os problemas delas, encontrei solução para os meus. Com todas aprendo, com todas vejo ou revejo, com todas cresço...
Todas contribuíram para estar onde estou hoje, para definir os meus valores e as minhas regras.
Há também aquelas pessoas que perduram anos, vidas e quando vão deixam um bocado delas e levam um bocado meu, outras que se mantêm e espero que para sempre pois já fazem parte de mim. Chego à conclusão de que preciso de tod@s, umas mais importante que outras, mas todas são necesárias.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Estes dois últimos meses têm sido intensos em todos os sentidos. Intensos em crescimento interior pois sinto que fechei um ciclo, intensos a nível profissional pois foram uma reviravolta de 360º mas principalmente intenso a nível afectivo. Encontrei a minha outra asa e finalmente posso voar, encontrei estabilidade, segurança, certezas. A felicidade que trago estampada no rosto, a confiança que sinto em mim, a alegria constante e contagiante são fruto de ter comigo alguém com um coração do tamanho do mundo, alguém com quem sabe bem estar, partilhar, crescer, aprender, ensinar, em suma, alguém com quem quero viver para sempre. Estou nas nuvens e se tudo isto for um sonho não quero acordar nunca mais.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O meu Baú
O meu baú tem de tudo um pouco, coisa que levo comigo onde quer que vá, penso mesmo que levarei comigo para o resto dos meus dias.Situações que me tocaram, sorrisos que me alegraram, colos que me confortaram, pessoas que passaram mais rápida ou mais lentamente, amizades inesquecíveis.
Marcas, tatuagens invisíveis, algumas bem profundas, outras à flor da pele.
Trago comigo pessoas que me amaram, pessoas que amei, amizades inesperadas, desilusões, alegrias, mágoas, tristezas, pessoas que perdi, pessoas que achei.
Musicas, filmes, livros, cartas, frases, fotos, imagens, palavras, gargalhadas, gritos, sentimentos, decepções, sonhos, pesadelos, instantes, olhares, vitórias, fracassos, cheiros, cores, beijos, abraços.
Por vezes sinto necessidade de voltar lá atrás, reviver momentos, reavaliar as situações, reparar, realçar ou remover as minha tatuagens baseando-me no que sou hoje, no que sei hoje, como sinto hoje.
Assim como todos os dias há pontos a acrescentar ou novas tatuagens a fazer, neste momento estou a remover algumas e a fazer outras bem grandes, bem profundas, acho mesmo que as novas estão a ser feitas na minha alma, estou a juntar todas as minhas tatuagens de felicidade e realização numa única que simboliza a esperança de um rumo novo mas conciliador, seguro e para sempre.
domingo, 11 de outubro de 2009
A minha Impressão Digital
Eu sou os livros que leio, os lugares que conheço, as pessoas que amo.
Eu sou as orações que faço, as cartas que recebo, os sonhos que tenho.
Eu sou as decepções pelas quais passei, as pessoas que perdi, as dificuldades que superei.
Eu sou as coisas que descobri, as lições que aprendi, os amigos que encontrei.
Eu sou os pedaços de mim que levaram, os pedaços de alguns que ficaram, as memórias que trago.
Eu sou as cores que gosto, os perfumes que uso, as músicas que ouço.
Eu sou os beijos que dei, sou aquilo que deixei e aquilo que escolhi.
Eu sou cada sorriso que abri, cada lágrima que caiu, cada vez que menti.
Eu sou cada um dos meus erros, cada perdão que soube ou não dar, cada palavra que calei.
Eu sou cada conquista alcançada, cada emoção controlada, cada laço que criei.
Eu sou cada promessa cumprida, cada calúnia sofrida, cada indiferença que se formou.
Eu sou o braço que poucas vezes torceu, a mão que muitas outras se estendeu, a boca que não se calou.
Eu sou as lembranças que tenho, os objectivos que traço, as mudanças que sofrerei.
Eu sou a infância que tive, sou a fé que carrego e o destino que reinventei.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Reler-me
Ao reler algo que escrevi há 4 meses atrás, quando ainda não me mostrava a escrever, tive vontade de acrescentar estes últimos quatro meses ao meu balanço de seis meses que tinha feito.
Assim sendo, reescrevo aqui o meu balanço:
"
Estou em mais uma noite em que o sono teima em não vir, entre as minhas 4 paredes, em frente a um ecrã que foi outrora meu confidente e dou por mim a fazer um balanço dos últimos 6 meses, é verdade, foi apenas há 6 meses, 6 meses que parecem anos.
Mais uma vez chego á conclusão que quando sigo o caminho para mim traçado, as coisas acontecem como que por magia.
Bastou eu parar, sair da minha rotina agitada (por mim criada para não me dar tempo suficiente para pensar muito no que sentia ou não sentia) para pensar e decidir que finalmente estava preparada para lidar com os sentimentos que poderiam advir do facto de me permitir perceber realmente o que sentia e por quem.
Foi um processo, acho mesmo que durante toda a minha vida fui aprendendo com todas as pessoas e situações que cruzaram o meu caminho, todas elas tiveram um contributo para a pessoa que sou hoje, com os meus defeitos e qualidades como qualquer outra. Também em relação aos meus sentimentos, fui aprendendo a aceitar-me como sou e várias situações contribuíram para isso, no momento em que me apercebi ser possível eu querer crescer como pessoa e resolvi tomar esse crescimento consciente e provocado como objectivo de vida, comecei a minha caminhada consciente para a pessoa que sou hoje. Por vários motivos ao longo dessa caminhada, interrompi alternadamente os temas em que me empenhava para continuar esse crescimento, tempo acho que necessário para digerir o que tinha aprendido, tentando trazer para o meu quotidiano as novas maneiras de entender o que me rodeava, racional e sentimentalmente. A mais longa interrupção foi em relação a sentimentos, e penso mesmo que se não tivesse sido obrigada ficar encerrada entre estas 4 paredes, sem ter que fazer, neste momento ainda estaria na minha rotina agitada por mim criada.
Encontrei um local, onde havia algumas pessoas interessantes com suficiente maturidade, onde me era possível falar sobre mim com algumas garantias que iria ser entendida."
HOJE ACRESCENTEI O QUE SE SEGUE:
Realmente esse local permitiu-me ser eu mesma, fez-me crescer, sair do meu casulo, partilhar-me.
Todo este percurso me levou a ter uma enorme vontade de sentir aquilo que me recusei sentir toda a minha vida, visto não conhecer de todo o sentimento achei senti-lo por uma pessoa que apareceu no meu caminho. Mais uma vez, alguem que apareceu na hora certa para eu perceber quem sou, para aceitar o meu verdadeiro valor, para fincar a minha maneira de sentir e reforçar as minhas defesas em relação à falta de caracter, à desonestidade e à deslealdade.
Agora entendo que todas as dores, todos os sofrimentos, todas as angustias, todas as pequenas ou grandes conquistas, todas as descobertas, todos os passos atrás, todos os grandes saltos fizeram de mim a pessoa que sou hoje, no exacto momento em que encontro alguém com quem posso ser tudo sem medos de juízos de valor ou criticas, com quem me sinto bem, realizada, com vontade de fazer planos. Alguém que me preenche, que me faz sentir viva, que me desperta emoções nunca antes experimentadas. Alguém que me aceita, que me reforça, que me entende, que me afaga. Alguém com quem quero estar, viver, partilhar, compartilhar. Alguém que realmente AMO, que admiro, que me fascina, que tem um coração lindo.
Em suma, alguém que me equilibra.

