Os caminhos que percorro no meu auto-conhecimento e auto-crescimento
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Numa conversa cibenauta, dei por mim a pensar que as pessoas passam na minha vida e maior parte delas nem imaginam a importância que têm/tiveram, outras acham que têm mais importância do que a real. Algumas apenas numas horas ou em poucos dias foram de uma importância extrema e ajudaram-me inclusive a definir que caminho tomar quando me encontrava numa encruzilhada. Outras mostraram-me o que não quero para mim, ou apenas abriram horizontes com algumas palavras, para elas banais. Ao falar com algumas sobre os problemas delas, encontrei solução para os meus. Com todas aprendo, com todas vejo ou revejo, com todas cresço... Todas contribuíram para estar onde estou hoje, para definir os meus valores e as minhas regras. Há também aquelas pessoas que perduram anos, vidas e quando vão deixam um bocado delas e levam um bocado meu, outras que se mantêm e espero que para sempre pois já fazem parte de mim. Chego à conclusão de que preciso de tod@s, umas mais importante que outras, mas todas são necesárias.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Estes dois últimos meses têm sido intensos em todos os sentidos. Intensos em crescimento interior pois sinto que fechei um ciclo, intensos a nível profissional pois foram uma reviravolta de 360º mas principalmente intenso a nível afectivo. Encontrei a minha outra asa e finalmente posso voar, encontrei estabilidade, segurança, certezas. A felicidade que trago estampada no rosto, a confiança que sinto em mim, a alegria constante e contagiante são fruto de ter comigo alguém com um coração do tamanho do mundo, alguém com quem sabe bem estar, partilhar, crescer, aprender, ensinar, em suma, alguém com quem quero viver para sempre.
Estou nas nuvens e se tudo isto for um sonho não quero acordar nunca mais.
O meu baú tem de tudo um pouco, coisa que levo comigo onde quer que vá, penso mesmo que levarei comigo para o resto dos meus dias. Situações que me tocaram, sorrisos que me alegraram, colos que me confortaram, pessoas que passaram mais rápida ou mais lentamente, amizades inesquecíveis. Marcas, tatuagens invisíveis, algumas bem profundas, outras à flor da pele. Trago comigo pessoas que me amaram, pessoas que amei, amizades inesperadas, desilusões, alegrias, mágoas, tristezas, pessoas que perdi, pessoas que achei. Musicas, filmes, livros, cartas, frases, fotos, imagens, palavras, gargalhadas, gritos, sentimentos, decepções, sonhos, pesadelos, instantes, olhares, vitórias, fracassos, cheiros, cores, beijos, abraços. Por vezes sinto necessidade de voltar lá atrás, reviver momentos, reavaliar as situações, reparar, realçar ou remover as minha tatuagens baseando-me no que sou hoje, no que sei hoje, como sinto hoje. Assim como todos os dias há pontos a acrescentar ou novas tatuagens a fazer, neste momento estou a remover algumas e a fazer outras bem grandes, bem profundas, acho mesmo que as novas estão a ser feitas na minha alma, estou a juntar todas as minhas tatuagens de felicidade e realização numa única que simboliza a esperança de um rumo novo mas conciliador, seguro e para sempre.
Eu sou os livros que leio, os lugares que conheço, as pessoas que amo. Eu sou as orações que faço, as cartas que recebo, os sonhos que tenho. Eu sou as decepções pelas quais passei, as pessoas que perdi, as dificuldades que superei. Eu sou as coisas que descobri, as lições que aprendi, os amigos que encontrei. Eu sou os pedaços de mim que levaram, os pedaços de alguns que ficaram, as memórias que trago. Eu sou as cores que gosto, os perfumes que uso, as músicas que ouço. Eu sou os beijos que dei, sou aquilo que deixei e aquilo que escolhi. Eu sou cada sorriso que abri, cada lágrima que caiu, cada vez que menti. Eu sou cada um dos meus erros, cada perdão que soube ou não dar, cada palavra que calei. Eu sou cada conquista alcançada, cada emoção controlada, cada laço que criei. Eu sou cada promessa cumprida, cada calúnia sofrida, cada indiferença que se formou. Eu sou o braço que poucas vezes torceu, a mão que muitas outras se estendeu, a boca que não se calou. Eu sou as lembranças que tenho, os objectivos que traço, as mudanças que sofrerei. Eu sou a infância que tive, sou a fé que carrego e o destino que reinventei.
Ao reler algo que escrevi há 4 meses atrás, quando ainda não me mostrava a escrever, tive vontade de acrescentar estes últimos quatro meses ao meu balanço de seis meses que tinha feito.
Assim sendo, reescrevo aqui o meu balanço:
"
Estou em mais uma noite em que o sono teima em não vir, entre as minhas 4 paredes, em frente a um ecrã que foi outrora meu confidente e dou por mim a fazer um balanço dos últimos 6 meses, é verdade, foi apenas há 6 meses, 6 meses que parecem anos.
Mais uma vez chego á conclusão que quando sigo o caminho para mim traçado, as coisas acontecem como que por magia.
Bastou eu parar, sair da minha rotina agitada (por mim criada para não me dar tempo suficiente para pensar muito no que sentia ou não sentia) para pensar e decidir que finalmente estava preparada para lidar com os sentimentos que poderiam advir do facto de me permitir perceber realmente o que sentia e por quem.
Foi um processo, acho mesmo que durante toda a minha vida fui aprendendo com todas as pessoas e situações que cruzaram o meu caminho, todas elas tiveram um contributo para a pessoa que sou hoje, com os meus defeitos e qualidades como qualquer outra. Também em relação aos meus sentimentos, fui aprendendo a aceitar-me como sou e várias situações contribuíram para isso, no momento em que me apercebi ser possível eu querer crescer como pessoa e resolvi tomar esse crescimento consciente e provocado como objectivo de vida, comecei a minha caminhada consciente para a pessoa que sou hoje. Por vários motivos ao longo dessa caminhada, interrompi alternadamente os temas em que me empenhava para continuar esse crescimento, tempo acho que necessário para digerir o que tinha aprendido, tentando trazer para o meu quotidiano as novas maneiras de entender o que me rodeava, racional e sentimentalmente. A mais longa interrupção foi em relação a sentimentos, e penso mesmo que se não tivesse sido obrigada ficar encerrada entre estas 4 paredes, sem ter que fazer, neste momento ainda estaria na minha rotina agitada por mim criada.
Graças a um poder superior, parei, pensei, sofri, quase desisti, mas finalmente encontrei a paz comigo mesma nunca antes sentida. Finalmente assumi para mim mesma o que sinto e como sinto. Passei a ter um problema, embora já tivesse novamente na minha rotina agitada, desta vez já não criada por mim, mas sim porque ela estava criada e não podia simplesmente saltar fora, continuava encerrada entre as minhas quatro paredes em relação à minha identidade sexual.
Dediquei-me à pesquisa, depois à procura de conhecer pessoas que sentiam como eu, andei de fórum em fórum procurando locais onde me sentisse bem falar de mim, metódica a nível de pensamento como sou, decidi conhecer as pessoas por trás dos nicks mais ou menos sugestivos, li tudo o que escreveram, seleccionei, e depois ai sim, dei-me a conhecer bem defendida com a barreira que é um ecrã, pois só iria alguma vez conhecer pessoalmente as pessoas que realmente estivesse interessada em conhecer e manter uma relação de amizade que me proporcionasse a saída de dentro das minhas quatro paredes.
Encontrei um local, onde havia algumas pessoas interessantes com suficiente maturidade, onde me era possível falar sobre mim com algumas garantias que iria ser entendida."
HOJE ACRESCENTEI O QUE SE SEGUE:
Realmente esse local permitiu-me ser eu mesma, fez-me crescer, sair do meu casulo, partilhar-me.
Todo este percurso me levou a ter uma enorme vontade de sentir aquilo que me recusei sentir toda a minha vida, visto não conhecer de todo o sentimento achei senti-lo por uma pessoa que apareceu no meu caminho. Mais uma vez, alguem que apareceu na hora certa para eu perceber quem sou, para aceitar o meu verdadeiro valor, para fincar a minha maneira de sentir e reforçar as minhas defesas em relação à falta de caracter, à desonestidade e à deslealdade.
Agora entendo que todas as dores, todos os sofrimentos, todas as angustias, todas as pequenas ou grandes conquistas, todas as descobertas, todos os passos atrás, todos os grandes saltos fizeram de mim a pessoa que sou hoje, no exacto momento em que encontro alguém com quem posso ser tudo sem medos de juízos de valor ou criticas, com quem me sinto bem, realizada, com vontade de fazer planos. Alguém que me preenche, que me faz sentir viva, que me desperta emoções nunca antes experimentadas. Alguém que me aceita, que me reforça, que me entende, que me afaga. Alguém com quem quero estar, viver, partilhar, compartilhar. Alguém que realmente AMO, que admiro, que me fascina, que tem um coração lindo.
Em suma, alguém que me equilibra.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Entraste na minha vida de uma maneira descontraída e ao mesmo tempo descobrir-te lentamente foi no mínimo interessante. No meio de brincadeiras mais, ou menos sérias, fui percebendo que nos identificávamos na maneira de encarar o mundo e a vida. Ao perceber que o que sentia tinha reflexo em ti, o meu peito encheu-se de um ardor saboroso, parecia que o coração não me cabia mais no peito, e batia a uma velocidade enorme. Ao receber as tuas palavras a dizer "nem que tenha que mover céus e terra, vou ai no próximo fim de semana" tive a certeza que a intensidade com que sentia o (já) amor, era igualmente sentida do teu lado. A primeira troca de olhar, o não conter as emoções, o beijo prolongado transparecendo todas as vezes que nos quisemos beijar à distancia, o querer demonstrar todo o que sentíamos não nos preocupando com o que nos rodeava mostro-me que o amor era tão grandioso que só poderia estar predestinado a crescer e solidificar-se. Hoje és uma das duas únicas personagens principais de todos os meus pensamentos, de todos os meus planos, de todos os meus sonhos. Quando penso em como gostaria de acabar os meus dias, é sem a menor duvida a teu lado. Amor, amor é muito pouco para descrever o que sinto por ti, ou talvez a palavra esteja tão banalizada e realmente o que sinta seja tão e somente AMOR, o amor dos Poetas, dos Contos de Fadas, dos Romances Baratos, dos filmes e musicas Lamechas... Esse AMOR tantas vezes tentado explicar e em que todas as explicações ficam a anos luz do verdadeiro sentimento. Sei que me fascinas como pessoa, por seres integra, leal, companheira, autentica e genuína. Seres afectuosa, meiga, carinhosa e ao mesmo tempo directa, frontal e recta. Todo este conjunto faz de ti uma pessoa única, imprevisível e fascinante. AMO-TE por seres quem és, AMO-TE por seres como és, AMO-TE porque a teu lado supero-me, (re)aprendo, (re)descubro-me, (re)conheço-me. AMO-TE porque o que sinto por ti é tão sublime, tão diferente do que quer que já tenha sentido que quero sentir para o resto da vida.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A saudade consome-me hoje...
Saudade de ti... Saudade do teu sorriso, do teu olhar, do teu cheiro, da tua maciez, da tua pele, do teu toque, do teu beijo, do teu rio, do teu mar.
Saudade de nós... Da alegria da chegada, dos passeios, dos lugares, das mãos dadas, dos beijos escondidos, do dia-a-dia, do acordar, do apenas estar, das uvas, do cor-de-rosa.
Dói cá dentro, doí não te ter nos meus braços, doí nada poder fazer...
Hoje apenas doí a saudade...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Pensava eu que ao encontrar a pessoa com quem quero partilhar o resto da minha vida iria finalmente ter uma família, uma família como sempre sonhei, uma familia a três, partilhada com alguns bons amigos que considero a minha familia de coração. Descobri que vou realmente ter uma familia de três e mais uns (mais propriamente umas) quant@s pois adorei a forma como a pessoa que amo se relaciona com as suas amizades, e como essa amizade é pura e verdadeira. Senti-me em casa, senti-me acolhida e a genuinidade dos sentimentos entre elas fascinou-me. Afinal vou ter uma GRANDE familia e não vejo a hora de poder privar com ela diariamente. Obrigada meu Amor, por partilhares comigo essa Familia que escolheste como tua.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
É incrível a serenidade que sinto, a segurança, o não ter medo. A distância é grande, o tempo é pouco, mas a certeza é muita e alicerssada num eco que encontro no outro lado. Hoje a palavra FAMILIA faz todo o sentido para mim, e é algo que anseio poder viver na máxima plenitude, às vezes ainda me belisco para ver se não estou apenas a viver um sonho e se tudo isto é real. A estabilidade emocional que alcancei dá-me a paz necessária para ponderar outros caminhos e crescer noutras areas deixadas de lado nos ultimos tempos.
Como é boa a certeza de sentimentos que crescem a cada segundo, enchem-me o peito e dão -me a sensação de estarem predestinados. como agulha num palheiro, encontrei alguém que, não sendo gémea da minha alma, me completa a todos os níveis, me faz crescer, me faz transparecer o que de melhor tenho e sou. Hoje entendo que o que sempre busquei não foi uma alma gémea (igual) mas sim, alguém que, embora idêntica no essencial, sendo diferente me mostre outros caminhos, outros rumos, outras hipóteses. Sinto o meu peito inundado de felicidade, sinto uma força capaz de vencer todos os obstáculos e vencer todas as barreiras, essa força vem da certeza de que deixei de ser EU para passar a ser NÓS. O desejo mutuo de caminharmos lado a lado, lutarmos pelo que acreditamos, o desejo de partilha, de entrega total, da descoberta, da compreensão, é inigualável e algo que nunca senti verdadeiramente até hoje.
A rapidez dos últimos acontecimentos vem mais uma vez comprovar-me que as pessoas entram na minha vida no exacto momento em que estou preparada para as receber. Foi necessário chegar ao fim de um percurso que tinha iniciado à algum tempo para que aparecesse a "Tal" pessoa que procurava e eu estar preparada para a receber de braços abertos, coração livre e pensamento sereno. Hoje dou graças a Deus por ter iniciado esse caminho, e por não me ter perdido "por becos e ruelas de horror, caminhos sem saída" como tão bem refere a Xana dos Radio Macau. Hoje sinto que uma das sementes dos meus sonhos que lancei à terra, aquela que achava que dificilmente vingaria devido às suas exigências e complexidade, se transformou numa bela frésia que brota flores todos os dias enchendo a minha vida com um perfume inebriante e trazendo ao de cimo o que de melhor tenho e sou.
Tenho saudades tuas, tenho saudades que me tires duvidas com toda a paciência do mundo, tenho saudades que me motives, que me mostres o meu valor quando o meto em causa, tenho saudades de brincar contigo depois de uma semana de ausência, saudades dos nossos passeios, da tua infinita sabedoria, tenho saudades que me corrijas, que me entendas, que não concordes comigo, tenho saudades de discutirmos interpretações de algo que lemos, tenho saudades de te ver, de te ouvir, de te cheirar, de te abraçar, de te beijar, do teu colo, do teu sorriso, do teu olhar... E tenho saudades tuas, das tuas histórias, do teu carinho, da tua idosa juventude, da tua força, da tua coragem, do teu optimismo acreditado, de irmos para o quintal, de plantarmos, podarmos, arranjarmos ou simplesmente apreciarmos o resultado do teu amor e carinho colocado em cada semente, tenho saudades que me adivinhes, que me leias os olhos, que me serenes a alma, que me entendas, tenho saudades de contigo aprender o importante e simples, tenho saudades de sentir o amor que colocavas em tudo o que fazias, tenho saudades de crescer contigo, de cresceres comigo...
Sei que estou convosco diariamente, quando vos revejo nos ensinamentos que me passaram mas nem sempre basta, e hoje não basta...
Fiz uma paragem, permaneci quieta, permiti introduzir ruídos para não pensar, mas chego à conclusão que quero o que não posso ter e o que posso não quero. Já aceitei para mim mesma a situação. Do que quero limito-me a ficar com o possível pois não suportaria perder tudo, do que posso ter mas não quero recuso o que não me preenche, o meu ego afagado é muito pouco relativamente ao que quero para mim. Esta luta entre o querer e o poder fez-me cimentar a minha ideia de que mais vale não ter do que ter o que não quero. Fez-me também entender os desencontros, os tempos diferentes que cada um tem, o facto de cada um trazer uma carga emocional ás costas que condiciona no espaço e no tempo a maneira de ver e de sentir. Entendi ainda que as pessoas não procuram todas o mesmo, o que para umas pode ser o esplendor, para outras não passa de banal.
Em todo este percurso fui fazendo as pazes comigo, acho que cheguei à fusão das duas Anas, se por um lado derrubei as minhas verdades emocionais puramente alicerçadas na razão, permiti-me sentir apenas e aprendi que há várias formas de interesse e que nenhum é mais válido ou mais verdadeiro, por outro percebi que procuro o que sempre procurei, que o que já achava importante e fundamental continua a se-lo, apenas abri o leque e vi as várias maneiras de continuar a minha busca. Hoje detenho as ferramentas dos dois caminhos, aprendi a usar umas, outras já as tratava por tu há algum tempo, resta-me perceber se detenho a sabedoria para as aplicar consuante a situação, mas isso só a experiência me poderá dar resposta.
Nesta momento estou assim, parada emocionalmente à espera que a vida me surpreenda.
Li algures uma reflexão que a certa altura referia que a felicidade e o bem estar estava assente numa cadeira de 3 pernas. Uma perna era o Amor, outra o trabalho e outra os amigos (onde estava incluída a família) e que se uma das pernas não estiver bem, a pessoa sente-se triste e desequilibrada.
Quando a li concordei inteiramente pois encontrava-me num período em que estava sentada na dita cadeira e com cada uma das pernas bem fortalecida. Hoje relembrei a reflexão e percebi que não necessito das 3 pernas para me sentir bem e feliz. Hoje o meu coração não tem dona, logo a perna referente ao campo amoroso não existe, em relação a trabalho, estou a largar a minha realização profissional e a procurar algo que monetariamente me dê estabilidade, realizei o meu sonho, foi bom enquanto durou, mas chegou a hora de baixar as armas e procurar novo porto. Outra perna que não existe, realização no trabalho. A única que continua firme e cada vez mais forte é sem duvida a da amizade, essa sim dá-me a estabilidade necessária para aguardar pelas outras sem sobressaltos. N@s amig@s encontro o apoio, o amparo, o ombro, o incentivo, a vontade de acordar todos os dias com um sorriso nos lábios, ao fim ao cabo, @s amig@s e o meu filho dão-me forças para não baixar os braços e continuar a lutar pelo que acredito e quero para mim.
quero com isto agradecer-vos mais uma vez, por me acompanharem nesta caminhada que é a minha vida, por não me deixarem cair no chão e manterem de pé a minha cadeira ajudando-me a ver felicidade nas pequenas coisas. Um beijo muito grande e e com muito carinho para vocês que sabem quem são e que são donos de um lugar muito especial e único no meu coração.
Hoje dei por mim a pensar nas tantas vezes que me afastei de tudo, que deixei para trás pessoas, objectos, certezas, sentimentos na busca de mim mesma. Nessa busca, tantas vezes me senti incompreendida, solitária, triste. Outras tantas me senti feliz, alegre, contente, certa de que tinha encontrado o que procurava. Puro engano. Continuei a minha busca, a sorrir, a chorar, a brincar, a analisar, a desesperar, a acreditar, a tropeçar, a levantar. Uns dias conquistei o tantas vezes sonhado, outros acordei e vi que não passou de sonho. Entre lágrimas e sorrisos, fui plantando sementes dos meus sonhos, algumas morreram ali no momento em que chegaram à terra, outras germinaram mas não medraram, outros floriram e inundaram-me de beleza e perfume. No vendaval de contradições, de luta, de busca, que é a minha vida, aprendi que tenho que plantar todos os sonhos, mesmo que maior parte deles nunca venham a florir, mesmo que uma grande parte me doa arrancar da terra quando percebo que apenas plantei uma erva daninha, ou uma semente que nunca iria vingar. Só plantando todos poderei um dia encontrar o que procuro, encontrar aquela pequenina semente, de onde brotará uma pequena frésia, uma flor pequena sem grande realce que a destaque por entre as vaidosas rosas, imponentes coroas imperiais, ou orgulhosas orquídeas. Apenas uma frésia, que brota pequenas flores de várias cores e tonalidades e com um perfume que enche os espaços onde entra e fica, fresco, intenso, acolhedor, doradoiro, como que dizendo "bom dia alegria!"
Há momentos em que necessito de ficar em silencio para conseguir ouvir o sussurrar da minha voz interior. Se há alturas em que ela grita e sou obrigada a ouvi-la, outros há em que tenho que prestar muita atenção se não nem dou por ela. Grita quando eu não a quero ouvir e estou tentada a agir sem dar importância ao que aprendi lá atrás, quando fecho os olhos e me recuso a ver os sinais outrora identificados e estou prestes a cair nos mesmo erros. Sussurra para me obrigar a ficar em silencio, pois só sem ruído consigo penetrar no meu EU, fazer uma lavagem à minha Alma em que a voz da razão e da emoção se confundem e discutem entre si. Oiço o sussurro das duas e fico em silencio sem saber a qual dar atenção. Fico assim, quieta ou agitada mas sempre em silencio. Nesses momentos em que me permito estar ausente, viajo dentro de mim, percorro cada canto, mesmo os mais escuros, os que por norma não quero ver. Permito-me reflectir sobre actos ou palavras que não disse querendo dizer, ou que disse e não o devia ter feito. Renasço interiormente encontrando a paz interior por algum motivo perdida. Este é um silencio gratificante pois é uma viagem de auto-conhecimento, de reflexão, é um silencio desejado em que me (re)descubro e aprendo a crescer comigo mesma.
(...) sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações! Eça de Queirós
Sem duvida, hoje consigo entender o que Eça de Queirós queria dizer com estes versos. Durante anos procurei incansavelmente soluções para os meus objectivos, queria ponderar todas as situações, domina-las, direcciona-las, plena de que desbravava os meus caminhos por entre a densa mata, e que só de mim e do meu esforço constante dependeria chegar ao que ambicionava usando a máxima "quem procura acha!" mas esquecia constantemente a outra máxima "Pare de procurar, e encontrará!" O segredo está na mistura das duas.
Hoje constatei que alterei a maneira de encontrar o meu caminho. Quando me deparo com uma situação em que tenho que escolher para progredir, defino estratégias, coloco-as em execução, e depois aguardo serenamente e sem pressas a seta que me indique o caminho a tomar, apenas mantendo-me atenta.
Entendo que, partindo de escolhas cada vez mais integras e conscientes (usando a máxima "quem procura acha!") sei bem menos do que suponho, e ainda assim, estou cada vez mais perto do que acredito, especialmente quando consigo transformar a angustia da espera em conforto (usando a máxima "Pare de procurar, e encontrará!").
E por tão serenamente ter-me permitido essa constatação, ainda que com medo de não conseguir, hoje afirmo que o meu dia vai chegar, mas não chegará se eu nada fizer por isso, nem tão pouco se me entregar ao desespero angustiante de uma busca incansável. Chegará se eu for desvendando a direcção, dia após dia, com cada um dos meus tropeções, e com cada arranhão de cada uma das minhas únicas e às vezes secretas quedas.
Porque esse é o caminho, a seta que me conduz ao que busco para mim, uns dias procurando, outros esperando, mas sempre acreditando que cada dia é parte fundamental e intransferível da minha chegada.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Embora ontem a minha vontade fosse desligar telefones, computador, trancar-me e não ouvir nem ver ninguém, hoje agradeço a quem me estendeu a mão mesmo assim, e me fez ver que quando eu não consigo sozinha, @s amig@s não desistem, pelo contrário, trazem amparo, conforto, força e tornam-se sócios das minhas dores partilhando-as comigo e aliviando o meu fardo. Hoje consegui levantar-me, reuni todas as nossas forças e junt@s levantámos o fardo. Obrigada pelas palavras, pelos gestos, pelo carinho, e pelo lugar que me reservaram no vosso coração. Uma coisa podem ter certa, mesmo que alg@ns nunca venha a conhecer, ou sequer falar, mesmo que as nossas vidas sigam outros caminhos, também têm um lugar muito especial e só vosso no meu coração para todo o sempre.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Há dias em que não me devia levantar da cama, devia ficar ali, quietinha no meu canto, telefones desligados, luz apagada, computador desligado, porta trancada, apenas ali sem pensar. Lambada de todo o lado, cada passo dado é uma armadilha, espera-me uma rasteira. Estou a ficar sem forças. Tento abstrair-me com coisas parvas, conversas sem sentido, mas não funciona. Sei que tenho que agir, procuro que alguma força exterior me dê alento e me estenda a mão, mas para todo o lado que me viro espera-me mais uma rasteira, mais um fardo para me sobrecarregar os ombros. Não me consigo levantar...
hoje simplesmente não me apetece. Sinto-me desmotivada, sem vontade, em baixo. Tenho que dar a volta, segurar-me a algo mas não vejo ao quê... Olho à minha volta e não encontro ao que me agarrar para me levantar... Tenho que ganhar coragem mas o peso nos ombros é tão grande, é um fardo tão pesado que as forças faltam-me.... Estou angustiada, sinto um nó na garganta, um aperto no peito, tenho medo de errar, de não saber dar a volta, tenho medo da resposta, o circulo está a fechar-se à minha volta e eu não vejo como sair dele. Apetece-me enfiar-me no meu canto e não pensar, sinto-me a remar contra uma corrente forte de mais que me está a arrastar eu estou a perder as forças para lutar contra ela e sei que se me deixar ir vou, inevitavelmente cair na cascata e afogar-me....
Vou nadar até perde-las por completo, enquanto tiver uma restea de energia vou lutar...
Afinal as 24h demoraram menos umas quantas. Percebi que ao estar a falar com alguém no sentido de supostamente ajudar a encontrar-se num problema, estava também a falar para mim, ao relembrar o que sou, como sou e porque sou, fez-me sair da minha auto-piedade muito mais rápido do que me tinha permitido. Percebi que quem eu procuro è demasiado importante e expecifico e que não está ao virar de cada esquina, esse facto deu-me paz, paciencia e sereidade para aguardar com muita calma. Fiz completamente as pazes com a vida e voltei a erguer a cabeça.
Obrigada por me teres permitido ajudar-me ajudando-te...
Não quero já chegar a essa conclusão, nem debruçar-me muito sobre o assunto se não acho que não me vou sentir muito bem, ou pelo menos vou sentir que a vida não é muito justa para mim. sinto que atraio pessoas com problemas, situações por resolver, passados complicados de que fogem. Todas as pessoas que se têm aproximado de mim estão basicamente na mesma situação. Não digo com isto que não gosto delas, ou que me sinto usada, ou que não me dá um enorme prazer ajudar, bem pelo contrário, sinto-me muito bem ao faze-lo, sinto-me útil e quando posso ajudar os meus amigos a chegarem mais rápido ao fim do sofrimento e sentirem-se novamente livres. Mas e e eu? Quando encontrarei alguém que esteja bem, resolvida com o seu passado e aberta a encarar um futuro sem mochila ás costas? Quando encontrarei alguém disponível, com o coração sem dono? Será essa a minha função? Ajudar quem de mim se aproxima a fazer as pazes com o passado e depois ve-las entregarem-se a novos amores com a garantia que se não der certo têm onde voltar para se curarem? Quando chegará a minha hora? quando terei o direito de tentar ser feliz?
Aprendi com uma grande amiga a gerir a minha auto-piedade da seguinte forma: quando algo me magoa ou atormenta permitir-me durante 24h ter pena de mim mesma, chorar, enfiar-me no meu canto, dedicar-me à minha mágoa e depois de passadas essas 24h erguer a cabeça e ir à luta, batalhar pelo que procuro e quero para mim.
Estou feliz, aliás, muito feliz. Hoje consegui dar um passo que há poucos meses era impensável faze-lo. Estar cara a cara com alguém que conheci há poucos dias e que me está a ser extremamente interessante conhecer e provocar esse encontro sem sentir ansiedade ou medo, pelo contrário, sentir-me confiante e segura. O facto de não necessitar de: analizar perfundamente a outra pessoa, de me dar a conhecer totalmente e verificar muitos pontos em comum em relação a valores, em formas de sentir e por ai fora, fez-me sentir que finalmente consegui fundir as duas pessoas que diáriamente via reflectidas no meu espelho interior.
Consegui olha-la nos olhos, falar sem tremer a voz, sem medo que não gostasse do que visse, ou que deixasse de demonstrar interesse a partir desse momento. Apenas me senti confiante.
De onde esta subita confiança veio, não sei muito bem, acho que poderá ter sido influenciada pelos recentes acontecimentos, o sentir o desejo alheio numa situação em que não me conhecia minimamente, aumentou sem duvida a minha auto-estima em termos de imagem.
Permiti-me fazer algo que sempre achei ser incapaz de fazer, não por falsos moralismos ou o que quer que seja, mas sim por achar que não conseguiria estar com alguém por quem não nutrisse o mínimo sentimento, e no entanto, estive. Não me sinto orgulhosa nem me sinto mais ou menos por o ter feito, sinto-me bem por me ter permitido não pensar, não ponderar até à exaustão como é meu hábito. Acho mesmo que ao faze-lo deitei por terra finalmente as minhas verdades absolutas, as minhas auto-castrações que não me deixam descontrair simplesmente. Toda a noite foi descontraída, acho que pela primeira vez permiti-me não analisar tudo o que me rodeava, deixei-me ir, sem pensar e acho que essa descontracção transpareceu na minha maneira de estar. A busca do cruzamento de olhares era notória, senti os olhos seguirem cada movimento mesmo estando de costas, e por fim o encontro "casual" provocado. Sem apresentações exaustivas, apenas umas simples palavras balbuciadas e quando me dei conta estava envolvida numa troca de prazeres descomprometidos. Assim como começou acabou, cada uma seguiu a sua vida sem sequer olhar para trás, não passou de um bom momento partilhado com alguém que não conheço e provavelmente nunca vou conhecer. Não faço tensões de iniciar uma colecção onde ela ocupará a primeira posição, apenas se tratou de perceber finalmente que posso descontrair...
Cada dia que passa tenho mais confirmações que me dão a certeza de que as pessoas, as situações e os acontecimentos entram na minha vida na altura certa e no momento em que estou preparada para tal e principalmente que estou desperta para dai tirar os ensinamentos que advêm dessa passagem pela minha vida. Mais uma vez tive essa confirmação ao fechar a porta a um sentimento que estava a querer desabrochar, que estava e está a ser estimulado por uma pessoa que tem um passado muito recente completamente por resolver. Não me sinto preparada para voltar a passar por tal situação, estou a encontrar-me e não quero nem posso voltar atrás, iniciei a caminhada e não estou segura para me permitir lidar com uma possível, e praticamente inevitável insegurança da minha parte. Assim sendo fechei a porta, mas automaticamente no meio do improvável abriu-se uma janela que me permite continuar no percurso que iniciei e que não posso nem quero abandonar ou simplesmente estagnar. Sinto-me bem pois sinto que estou no caminho certo, as situações nascem debaixo dos meus pés, eu apenas tenho que estar atenta e permitir-me, coisa que cada dia que passa o consigo fazer com mais naturalidade.
Às voltas por esta net fora, dei com uma pergunta que me deixou a pensar: ... E AS " MINORIAS "? O QUE SOBRA PARA NÓS? Senti vontade de responder e portanto aqui vai:
Para nós sobra o que a sociedade nos permite, ou o que nós próprios nos permitimos. É uma escolha nossa, entrar no rio e seguir a corrente e viver disfarçados, criando mascaras para as situações, contornar os obstáculos e na nossa intimidade (muitas vezes apenas connosco), ai sim sermos quem somos, ou entrar no rio e nadar contra a corrente, mostrando-nos ao mundo tal e qual como somos e recebermos dele todas as chapadas, todas as humilhações, todos os desgostos e desencantos. Ai temos duas opções ou recebemos tudo com um sorriso nos lábios pois sabemos quem somos e a opinião alheia não nos belisca, ou lutamos para que tanto nós, como os que nadam a favor da corrente possam um dia andar livremente e serem quem são sem medos ou mascaras e sem terem que lidar com os olhares, os dedos apontados, as humilhações e principalmente as desilusões.
Penso que é um percurso, uns ficam pelo caminho, outros cerram os punhos e percorrem-no num passo mais ou menos apressado lidando com os obstáculos que se lhes deparam mas nunca perdendo de vista os seus objectivos. Embora no inicio do meu percurso, eu enquadro-me no segundo grupo, não que o ache mais digno ou com mais valor, é apenas a minha maneira de estar na vida e apesar de parecer que nado a favor da corrente, pois ainda estou presa ao medo de uma lei que poderá lançar-me para o fundo do poço apenas pela visão de um juiz que pode ser mais ou menos homofóbico, aguardo serenamente que passem os poucos anos que faltam para depender apenas da aceitação do que sou pela única pessoa que me importa e que tenho a certeza nem se acha no direito de aceitar ou deixar de o fazer. Aí sim, vou cerrar os punhos e dar murros em pontas de faca, mas não reconheço legitimidade na sociedade para me impor quem posso amar e como posso amar.
Chega como uma brisa de ar fresco, coloca-me um sorriso nos lábios, provoca um friozinho no estômago, acelera os batimentos do meu coração. Cada dia as palavras são mais reveladoras.
Sem fazer filmes, é bom sentir o interesse alheio, apenas pela sensação que dá senti-lo, principalmente porque é alguém que me conhece, já me viu e sabe como sou. Sei também, porque me disse, que apreciou a maneira como a tratei, como agi. Embora apenas tenha feito o que a minha consciência me ditava, sabe bem perceber que numa situação de alteração emocional e no meio de centenas de pessoas, fui alguém que naquela noite marcou a diferença e ficou registada nas suas recordações conotada como algo de bom.
Embora não passe de isso mesmo, de algum interesse, e mesmo que nunca passe, acho que apareceu na altura certa, no momento em que eu precisava para determinar o caminho a seguir, para me ajudar a encontrar o equilíbrio entre "quem sou" e "como sou" e equilibrar a minha auto-estima com a minha auto-imagem. Sinto-me a desabrochar finalmente e pela primeira vez...
Hoje consegui pela primeira vez agir sem pensar, ou por outra, sem o que penso reprimir o que me apetece fazer. Apeteceu-me responder com a mesma carga a algo que recebi. Noutra altura pensava e pensava e pensava e chegava à conclusão que não era assim que alguém me poderia interessar, assim conhecendo tão pouco da pessoa em questão. Hoje limitei-me a não ligar, a permitir-me brincar com as palavras e enviar uma mensagem velada que dependendo do entendimento do outro lado será perceptível ou não. Não que espere alguma reação especifica da outra parte. Sem filmes, estou apenas feliz por me ter permitido, por ter conseguido não me castrar, e não foi assim um grande esforço ao contrário do que pensava.
Há uma hora para tudo, cada passo que dou é dado na altura certa. Os caminhos que percorro levam-me ao exacto momento em que aquele passo faz sentido e é por mim assimilado. Ao tentar explicar porque penso e como penso a alguém que não está no exacto momento para dar esse passo, sinto-me impotente, embora com uma réstia de esperança que algum dia o que disse faça sentido pois não é um bom sentimento ver que alguém que precisava de umas determinadas palavras não as entende ou entende mas não está preparad@ para as compreender. O sentimento de impotência invade-me e deita-me por terra.
Hoje soube que tenho um novo olhar. Do nada ouvi a pergunta: Passarinho novo? O quê? disse eu. Sim, anda ai passarinho novo? Os teus olhos brilham com uma intensidade diferente. Estas perguntas andaram às voltas na minha cabeça. Será? Será que estou finalmente a começar a deixar transparecer quem sou? Será que "quem sou" está a fazer as pazes com o "como sou" e a mostrar-se esteticamente? Logo numa altura em que os meus olhos não têm razão aparente para terem novo brilho, nem tão pouco para brilharem. Sinto-me bem, gostei de ouvir, gostei que tenham reparado. Alguma felicidade no meio da confusão, da mágoa, do desgosto, da preocupação. Apenas alguma felicidade mas que me deixou radiante. Começou a fusão, agora é só dia a dia não me esquecer que iniciou o processo.
Passa realmente por ai, fundir o meu interior com o meu exterior. Até hoje eu separei completamente as águas e super-valorizei uma parte em detrimento de outra que desvalorizei completamente. Ao ouvir alguém que me fez ver essa completa separação que eu fazia, fez-se luz. Encontrar o meio termo, encontrar o equilíbrio vai fazer com que me veja como um todo, com que aceite o meu EU tal como é, sem soberba e sem desvalorização.
Ao aceitar-me como realmente sou completa e única poderei, ai sim, entender o que sinto e como sinto sem inibições ou castrações. Tenho plena noção que é um processo, que não será de um dia para o outro, mas ao manter presente o objectivo final, dia-a-dia vou trabalhar nesse sentido e sei que passo a passo lá chegarei.
Mais uma vez um texto que me tocou e que me fez pensar.
" (...)o que faz uma pessoa tornar-se mais bonita, mais atraente e mais interessante é o que ela exala, é o seu estilo, o seu jeito de se colocar, de falar, de andar, de se sentir, enfim, é o que a transforma em dona de uma beleza própria. Todos nós somos conchas e guardamos em nosso interior verdadeiras pérolas, mas as pessoas só enxergarão essas preciosidades se nos abrirmos, se mostrarmos a elas o que temos de especial... Tudo na vida é uma questão de escolha e, definitivamente, só podemos fazer boas escolhas quando conhecemos todas as opções, quando buscamos muitas alternativas e quando estamos dispostos a mudar, a aprender, a crescer e, principalmente, a nos transformar, cada vez mais, em nós mesmos. (...)É importante lembrar que, apesar de parecer demagogia, a beleza física é realmente relativa. Existem muitas pessoas que não se encaixam nos padrões preestabelecidos de beleza e, ainda assim, são irremediavelmente apaixonantes, imperdíveis! E isso é tão verdadeiro quanto o fato de que existem pessoas belíssimas, conforme os padrões ditados pela sociedade e, apesar disso, são absolutamente sem graça. Dê uma chance à sua preciosidade. Pense nisso!" - Rosana Braga
Embora eu saiba hoje o valor que tenho, embora o meu amor-próprio hoje esteja bastante valorizado por me ter trabalhado interiormente, ter colocado alguns dos meus defeitos a trabalhar a meu favor, ter alterado alguns dos meus valores , tal como está escrito acima ter ponderado todas as opções (pois é assim que cresço dia-a -dia) e me ter aproximado da pessoa que quero ser, não consigo ainda fazer o que diz o texto, fazer resplandecer a pérola que sei que possuo dentro de mim. Talvez passe por ai, ao não lidar muito bem com o meu corpo também não permiti que o meu eu interior transparecesse para fora e se mostrasse exteriormente pois achei que não iria brilhar com a intensidade devida e a imagem que passo seja de defesa e de baixa auto-estima.
Embora o paragrafo a cima possa parecer um bocado presunçoso eu tenho plena noção do valor que tenho e do quanto trabalhei para hoje ser quem sou, logicamente não o fiz sozinha, todas as pessoas que passaram e passam na minha vida, seja por breves instantes ou por longos períodos e algumas mesmo vida fora me ajudaram nesta caminhada que tomei como objectivo principal da minha passagem por aqui, umas mostrando-me caminhos, outras mostrando-me o que eu queria ser, outras ainda mostrando-me o que não quero para mim de maneira nenhuma.
"Escreve. Seja uma carta, um diário ou umas notas enquanto falas ao telefone, mas escreve. Procura desnudar a tua alma por escrito, ainda que ninguém leia; ou, o que é pior, que alguém acabe lendo o que não querias. O simples acto de escrever ajuda-nos a organizar o pensamento e a ver com mais clareza o que nos rodeia. Um papel e uma caneta fazem milagres, curam dores, consolidam sonhos, levam e trazem a esperança perdida. As palavras têm poder."
Sei o que quero e principalmente sei o que não quero, gosto de pensar, de me entender e entender os outros, assim cresço a cada dia. Tornei esse crescimento diário e constante no meu principal objectivo de vida. Hoje tenho a certeza que é a minha lenda pessoal que persigo com toda a perseverança.
La primera regla a transmitir a el niño es “te quiero: siempre estaré contigo e aunque as veces tena que te reñir e sancionar es exactamente porque te quiero".